Caos nos bancos: é preciso lutar pela estatização do sistema financeiro?

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A demissão em massa de bancários, fruto das reestruturações em curso nos bancos, tem elevado o número de reclamações dos clientes nas agências.

O fechamento de centenas de agências e todo o País e a demissão de mais de 17 mil trabalhadores bancários, somente no ano de 2017, tem levado as agências bancárias a um verdadeiro caos. Tal política dos banqueiros, na busca cega para aumentar cada dia mais os seus fabulosos lucros, aumentou substancialmente o número de reclamações nos bancos.

Em Brasília as reclamações não param de chover nas agências. Clientes denunciam que chegam a passar três horas na fila para serem atendidos. Idosos, gestantes, deficientes passam horas nas filas quando a legislação garante que ninguém pode passar mais de 30 minutos nas filas. Nas salas de auto atendimento a situação é a mesma, falta de pessoal para orientação, pouco equipamento, máquinas quebradas é a realidade nas agências bancárias de Brasília.

O  golpe da direita no País é consequência da gigantesca crise econômica do capitalismo, diante da qual os banqueiros e outros tubarões capitalistas querem descarregar todo o prejuízo com a crise nas costas da classe trabalhadora, mantendo abarrotados os cofres dos banqueiros e empresas falidas, financiadoras do golpe.

No Brasil, os bancos nunca registraram tantos recordes de lucros. Lucros astronômicos à custa do trabalho da esmagadora maioria da população transferidos para uma ínfima minoria, todo este montante de dinheiro é investido fora do País, contrário aos interesses nacionais.

A estatização dos bancos, o controle sobre o Banco Central, bem como a expropriação de empresas estratégicas para a economia brasileira, como a Companhia Vale do Rio Doce e a Petrobras, Eletrobras, portos, aeroportos, etc. são garantias do controle estatal sobre a economia contra o capital especulativo privado. Os trabalhadores devem exigir a estatização total do sistema financeiro e controle dos bancos pelos trabalhadores, como medida efetiva contra a crise financeira e contra o golpe.