O povo gosta de repressão?
Esquerda pequeno-burguesa adota campanha direitista e lança militares em pleno regime golpista como candidatos nas majoritárias.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Coronel-Ibis-Pereira
Candidatos policiais e militares reforçam a total submissão a política golpista. | Arquivo.

As eleições deste ano de 2020 acompanham o crescimento do controle militar no País. Ao todo, são mais de 7 mil candidatos policiais concorrendo a cargos nas eleições locais. Em 2016, 188 policiais ou membros das forças armadas participaram das eleições como candidatos a prefeito, agora, são 388.

Neste cálculo, a esquerda pequeno-burguesa não contente com a política de alianças com a direita “democrática”, decidiu por também lançar seus próprios nomes dos aparatos de repressão da população.

Isso fez com que pela primeira vez na história o PT lançasse uma policial militar para disputar a majoritária em Salvador, sob o lema da campanha vem a seguinte frase “ela dá carinho, mas bota na linha”, algo que muito bem poderia representar um candidato da extrema-direita fascista.

O mesmo PT lançou a ex-delegada Adriana Accorsi para a prefeitura de Goiânia, enquanto o PDT lança a também ex-delegada, Martha Rocha, para a prefeitura do Rio de Janeiro.

Foi no próprio Rio de Janeiro, um dos municípios mais marcados pela forte repressão policial em toda sua história, é onde encontra-se outra candidatura polêmica da esquerda, dessa vez no PSOL que vai disputar as eleições majoritárias com o vice Ibis Pereira -chamado pela “socialista morena” em 2017, como o “coronel comunista da PM”-, coronel da PM e defensor da corporação.

A mesma escolha se vê em Curitiba, com o vice-prefeito do PT sendo o delegado da Polícia Civil, Pedro Felipe.

Todos estes fatos revelam em primeiro lugar uma completa adaptação ao regime golpista por parte dos partidos da esquerda. Piorando a situação, a escolha de militares como representantes dos partidos apenas serve para fortalecer a repressão nas cidades, sobretudo em locais como o Rio de Janeiro, onde a presença da PM é amplamente repudiada pela população.

Este não são os candidatos dos trabalhadores, mas sim da classe-média histérica, a serviço da frente ampla. A esquerda entrar nas eleições com tais candidatos, não serve para “disputar espaço” em questões como “segurança pública” – um tema usado pela burguesia para justificar a repressão-, mas sim para fortalecer o controle militar e policialesco em todo país.

O golpe de Estado busca organizar um fechamento do regime cada vez mais ditatorial, promovendo uma das eleições mais fraudadas dos últimos tempos. Contudo, a esquerda apenas contribui com isto.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas