Demagogia
Esquerda pequeno-burguesa ainda insistem em pautas que não traz nenhuma solução para casos de repressão policial
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Mulheres negras e periféricas sofrem constantemente com os abusos policiais | Foto: Eduardo Nadar

As eleições municipais de 2020 tem gerado muitas expectativas nos partidos eleitoreiros e com isso, as demagogias das pautas identitárias entram em cena, para ocultar a raiz dos problemas da nossa sociedade.
Se por um lado, contemplamos as aberrantes declarações da extrema-direita como, “bandido bom é bandido morto”, em 2018 – e certamente isso ocorrerá nas corridas eleitorais deste ano – a esquerda pequeno-burguesa também trabalha a todo vapor, para pulverizar as suas demagogias para as eleições de novembro.
Em uma entrevista para o Portal Geledés, a pré-candidata a vereadora em São Paulo pelo PSOL, Ana Mielke, propõe uma série de medidas na pauta de segurança pública, mas que como resultado prático, não resolverá em nada, os problemas da capital paulista, ou de qualquer outro local.

Quando Mielke é questionada especificamente na parte de segurança pública, a mesma faz algumas declarações que merecem uma análise e que levantemos os nossos pontos de discordância.
Em uma das falas, a pré-candidata faz uma colocação sobre a mídia, na pauta da violência policial: “a mídia brasileira (ou uma parte dela, pelo menos) começou a escancarar o componente racial presente na violência da PM.” Isso não poderia estar mais distante da realidade. O que acontece nesses casos, é que em tempos onde um cidadão comum tem à sua disposição uma câmera em seu aparelho celular e as mídias sociais, ficou muito mais viável difundir as denúncias praticadas pelos abusos policiais. Mas o papel descarado da mídia, é apontar esses problemas de forma isolada, como se as barbáries que são praticadas nas favelas fosse exclusividade de alguns elementos, não como um problema de toda a corporação.

Mais adiante, a mesma coloca a visão municipal sobre o papel da segurança pública: “Em âmbito municipal o desafio que está colocado é pensar a segurança pública menos sob a ótica da repressão e da ostensividade e mais pela ótica da prevenção.” “Além disso, as Guardas Civis Metropolitanas, como a que temos em São Paulo, também devem operar a partir de outra lógica, fazendo valer o princípio da segurança cidadã. Hoje, o trabalho da GCM se confunde com o das Polícias Militares e reproduzem o mesmo autoritarismo e o mesmo racismo institucional dessas últimas. É preciso resgatar o caráter comunitário e cidadão da GCM previsto no Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei 13.022/2014), fazendo com que esse policiamento trabalhe na prevenção e na resolução de conflitos locais, atuando como parte das redes de proteção e assistência.”

Ana Mielke e todos os candidatos que compõe a esquerda pequeno-burguesa, precisam entender de uma vez por todas, que quem é responsável pela segurança pública, é a própria comunidade. Não adianta querer “reeducar” a GCM, que de fato, hoje faz o mesmo papel que a polícia militar, mas o que precisa ser defendido com toda a força, é a extinção dessas corporações.

Quando entramos na pauta das mulheres, esse tema precisa ser uma prioridade para qualquer candidata que se diz militante pelos direitos dessa parte da sociedade, pois os abusos praticados pela corporação contra as mulheres, são incontáveis – nos referimos às mulheres pobres, de cor preta e periféricas.
Um exemplo mais notório da repressão que é praticada pela força policial, é o assassinato brutal da vereadora Marielle Franco, que sempre denunciou abertamente os abusos que essa instituição pratica contra a população periférica.

É preciso ter muito claro, do que é e, qual tem sido o papel da polícia – em todas as esferas: a polícia é um aparelho repressor do Estado, com homens armados, cuja a função é de encarcerar as pessoas para manter o Estado e garantir a propriedade dos capitalistas.

A cada dia que passa a luta de classes tem tomado protagonismo, pois a sociedade tem contestado o Estado e dentro desse cenário, é que a polícia entra como o principal agente de contenção do grito das massas.
Se a pré-candidata está tão preocupada com as lutas das mulheres, negros entre outras minorias, é preciso apresentar um programa que realmente trará resultados, como a dissolução da policia e a organização de autodefesa das mulheres, como prioridade de seu programa, pois é uma loucura achar que vai conseguir fazer da GCM um agente de prevenção, em uma cidade que é totalmente controlada pelos principais capitalistas do Brasil e da América Latina.

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