Candidatura artificial do PCdoB é para facilitar apoio a Ciro

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A liderança das pesquisas de intenção voto para presidente nas eleições deste ano está com Lula, e a distância para os outros candidatos só aumenta. A mando do imperialismo e da direita golpista, ele está preso, cumprindo a pena da condenação de um processo-farsa.

Está nas masmorras de Sérgio Moro justamente porque é o único candidato capaz de fazer frente contra a direita no processo eleitoral que ela mesma controla. As demais candidaturas, nesse sentido, só servem de armadilha para os incautos, especialmente as da esquerda.

Diante desse problema, a política de uma organização democrática (não precisa ser comunista) seria de apoiar o ex-presidente, sua candidatura e eleição, pois esta candidatura representa o lado oposto dos golpistas, o lado das vítimas do golpe de Estado.

Contudo, as candidaturas de esquerda estão “na rua”. Ao tempo em que a direita e seus candidatos circulam o país nas tradicionais campanhas farsescas e mentirosas, as da esquerda não ficam longe, e uma das mais mal arrumadas é a do PCdoB, partido que nunca teve candidatura própria.

Manuela d`Ávila é a pré-candidata do partido. Agremiação que desde o início do golpe de Estado manteve uma posição confusa diante dos golpistas, e, agora, namora com Ciro Gomes.

A candidatura do PCdoB é uma típica candidatura para confundir o eleitor, especialmente aquele que está na luta contra o golpe. Serve para avaliar a situação e, em determinado momento, desistir da candidatura para apoiar outro candidato. Quem seria esse candidato?

Está na cara que é Ciro Gomes, o homem que (ao menos tem essa vantagem) já falou abertamente que não quer Lula fora da cadeia, não quer Lula candidato, pois vai polarizar a situação política, entre a direita e a esquerda, entre os coxinhas e os mortadelas.

Manuela cria uma confusão na esquerda, neste momento, para, em seguida o partido decidir apoiar um “elegível”, uma pessoa que não polarize o país, que seja aceita pelo regime golpista de alguma maneira, mesmo que em um improvável segundo turno.

O correto, diante de todas essas armadilhas, é lutar pela candidatura de Lula, por sua liberdade, pela derrota do golpe de Estado. Coisa que a esquerda, quase em sua totalidade, não quer, por isso a confusão.