Verde e amarelo
Candidatura apresentada pela burguesia é uma verdadeira fraude contra os trabalhadores
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Erundina e Guilherme Boulos | Foto: Reprodução
Até o momento, as eleições municipais estão agendadas para acontecer em dezembro de 2020. Ainda há muita discussão no interior da burguesia sobre um possível adiamento e, até mesmo, a suspensão das eleições por causa da pandemia de coronavírus; no entanto, o calendário eleitoral, por enquanto, segue em funcionamento.
Nessas condições, uma candidatura que tem chamado bastante atenção é a de Guilherme Boulos e Luíza Erundina, ambos do PSOL, que pleiteiam, respectivamente, ao cargo de prefeito e vice-prefeita da cidade de São Paulo. Essa corresponde a uma das candidaturas mais direitistas que a esquerda já apresentou no último período e tem chamado atenção pelo apoio que tem recebido da burguesia.
Na última semana, pesquisas ligadas às Organizações Globo indicaram que Boulos teria 11% das intenções de voto para prefeito nas eleições paulistas. Já a Revista Veja foi mais além e declarou que Boulos estaria garantido no segundo turno. Diante dessa postura tomada pela imprensa capitalista, que apoiou o golpe de 2016 e a eleição de Bolsonaro, cabe perguntar: por que tamanho interesse na candidatura de Boulos?
Ora, porque Boulos/Erundina é uma chapa que representa um dos setores mais direitistas da esquerda, que tem maior facilidade de se integrar ao regime político.
Em relação à luta contra o governo Bolsonaro e o fascismo em São Paulo, Boulos desempenhou um papel importante para a destruição do movimento. O psolista surgiu do nada no cenário político, sem conexão alguma com o movimento pelo Fora Bolsonaro e, com o apoio da burguesia, foi apresentado como o grande líder dos atos contra o governo. Muito longe disso, Boulos retirou os setores combativos da Paulista com sua política de levar o verde e amarelo para as ruas e, junto com seu pupilo, Danilo Pássaro, estrangulou o movimento temporariamente. Não fosse a ação decidida do PCO, o movimento contra o fascismo e o governo Bolsonaro teria desaparecido completamente.
Sua intervenção contra a mobilização popular, por sua vez, está diretamente relacionada com a política da “frente ampla”. Boulos tem defendido abertamente uma aliança com o PSDB e a direita golpista, que são setores que são totalmente contrários à mobilização contra o governo.
Se hoje Boulos é apresentado como grande líder da esquerda — mesmo sendo uma figura impopular, que obteve apenas 500 mil votos nas últimas eleições —, apresentar Erundina como uma figura combativa é outra fraude. Erundina, embora tenha sido prefeita do PT, nunca representou os interesses mais urgentes dos trabalhadores. seu governo, inclusive, foi marcado pela repressão aos trabalhadores da CMTC em sua luta contra a privatização.
Como se vê,a chapa Boulos/Erundina, apresentada como uma solução para a esquerda, é mais um golpe da “frente ampla”. Uma tentativa de eliminar todas as tendências combativas da esquerda e guiar os trabalhadores para uma estrondosa derrota.
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