Eleições 2020
Candidatos que recebem recursos financeiros de capitalistas não são candidatos que representam interesse popular
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conclui a assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais que serão usados nas eleições de outubro (José Cruz/Agência Brasil)
urna | Arquivo

A questão do financiamento das campanhas eleitorais tem evidenciado que o sistema eleitoral baseado em partidos de candidatos é um esquema favorito do capital. Nos últimos anos inclusive, em nome de uma suposta “independência” de candidaturas, foram lançadas candidaturas de “bancadas” clandestinas, liga a grupos econômicos. A atuação da deputada Tabata Amaral, financiada pelo empresário Jorge Paulo Lemann, um dos empresários mais ricos do País que montou sua própria bancada no Congresso Nacional, financiando jovens candidatos através de Fundação.

Recentemente, o caráter profundamente reacionário dessa financiamento de candidatos de “esquerda” por inimigos dos trabalhadores ficou evidente no caso do recebimento de recursos pela candidatura a vereador pelo PSOL de Wesley Teixeira, o candidato “negro e da favela”, financiando pelos banqueiros e capitalistas. Conforme revela, um dos aliados preferencias do PSOL:

“Doações estas efetivadas por pessoas como Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso e grande “investidor internacional”), Neca Setúbal (socióloga e banqueira herdeira de Olavo Setúbal, responsável pelo crescimento e expansão do Banco Itaú ) e da família Moreira Salles (considerada a família mais rica em nosso país, detentora de um “império” que vai da metalurgia ao sistema financeiro, com destaque para participação no Itaú Holding, no grupo Itaú Unibanco Participações e na Cia. Brasileira de Metalurgia & Mineração).” ( Nota PCB Duque de Caxias)

O caso chamou atenção, provocando uma polêmica no interior do PSOL, que sempre procurou aparentar-se com uma imagem de “vestal” do sistema político, mas como já aconteceu em outras oportunidades (Luciana Genro, Marcelo Freixo, entre outros) recebeu dinheiro de financiadores capitalistas.

Setores dentro e fora do PSOL procuram justificar Wesley Teixeira, apresentando a esfarrapada justificativa de que o candidato de “luta” do PSOL não “exigiu nenhuma contrapartida”. Evidentemente que é uma desculpa cínica, pois em nenhum caso, os capitalistas e lobistas financiam um candidato e apresentam publicamente suas “contrapartidas”.

O exemplo de Tabata Amaral é demonstrativo, apresenta-se com a “favelada que deu certo”, que vota de “acordo com a sua consciência”, e simplesmente votou a Reforma da Previdência, e outras propostas de acordo com os interesses dos financiadores do seu mandato. Como se vê a “contrapartida” é feita, sem precisa de nenhuma declaração pública ou registro em cartório.

Esses financiamentos mostram que esses candidatos aparentemente não são candidatos de esquerda que buscam financiamento, são pessoas direitista que por isso mesmo conseguem esses financiamentos. Afirmar que ” representantes dos trabalhadores” possam ter suas campanhas custeadas por capitalistas e mesmo por banqueiros é na verdade uma maneira cínica de esconder que esses candidatos financiados pelo capital representam o capital e não os trabalhadores. Esclarecer cabalmente esta questão é crucial para a luta pela independência dos trabalhadores.

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