Ditadura escancarada!
Pré-candidato do PSOL de Boa Vista (RR) é preso por gravar vídeo para sua campanha. A esquerda não vencerá Bolsonaro nas eleições em que não pode ao menos participar
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Fábio Almeida (PSOL-RR) antes de ser preso, discutindo com o secretário de Segurança de Boa Vista | Foto: Reprodução

Nesta segunda feira (21) em Roraima, mais uma vez, a ditadura se escancara sobre a falsa caricatura angelical da democracia nas eleições municipais. O pré-candidato a prefeito em Boa Vista, Fábio Almeida do PSOL, foi preso por gravar um vídeo para sua campanha em frente ao prédio da Secretaria Municipal de Segurança Urbana e Trânsito. A prefeitura, assim como a imprensa burguesa, aponta que foi apenas um desentendimento entre o pré-candidato e o secretário de Segurança do Município, quando na verdade, o significado político é que se trata de um reflexo de como a direita e a extrema direita golpista precisam calar a esquerda para se manter no controle do regime em crise.

Fábio Almeida foi conduzido até o 5° DP por defender seu direito democrático de gravar o vídeo argumentando suas posições políticas em frente à instituição. Raimundo Barros, secretário de Segurança, disse que ele não poderia gravar ali, e que se gravasse precisava no mínimo de uma autorização como contou o assessor de Fábio. O candidato do PSOL colocou que se tratava de um abuso de autoridade, como também que Raimundo não tinha competência para garantir a segurança pública.

A nota enviada pela prefeitura para pedir perdão não se se trata de nada além de demagogia, na qual, para evitar qualquer mobilização ou indignação popular, o acontecido é reduzido a um “desentendimento”. Os vídeos postados na internet apontam para um diretriz oposto, nos quais a polícia chega a ameaçar o candidato do PSOL: “você vai vir por bem ou mal?”. Na verdade, o acontecido revela o caráter geral da política antidemocrática para as eleições.

Fica claro que os responsáveis pela segurança no Município são competentes apenas para garantir o avanço da extrema direita que tomou o poder a força e agora precisa combater violentamente a esquerda. O episódio revela a ditadura que tomou o País após o Golpe de Estado de 2016, bem como evidencia que a saída para a esquerda não está nas eleições. 

Para sobreviver a crise capitalista, a burguesia não deixará nenhum espaço para a esquerda nas eleições, assim como já vem fazendo dentro do parlamento. A única saída é responsabilidade da esquerda neste momento de polarização é organizar a classe trabalhadora em uma ampla e combativa mobilização para derrubar o governo fascista de Bolsonaro e seus aliados golpistas. Essa, como propõe o Partido da Causa Operária, se dá na unidade da esquerda em torno de Lula candidato, a única palavra de ordem que pode reunir milhares de trabalhadores nas ruas para combater a ditadura contra a classe operária.

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