Eleições municipais
Militante do Partido da Causa Operária apresentou a política do partido em sabatina realizada nessa segunda-feira
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Candidato pelo PCO em entrevista para CBN Campo Grande | Foto: reprodução

O candidato do Partido da Causa Operária (PCO), Thiago Assad participou, nesta segunda-feira, (26) de uma  sabatina no canal da CBN Campo Grande. Na ocasião, o candidato apresentou a política do partido e respondeu diversos questionamentos sobre a política do partido em relação à educação, saúde, transporte público, segurança pública, entre outros assuntos.

Na sabatina, o candidato à prefeito de Campo Grande pode denunciar a burocracia eleitoral em relação às candidaturas dos militantes do PCO. Ao ser questionado sobre a situação de indeferimento de sua candidatura o militante evidenciou como a  burocracia eleitoral burguesa tem utilizado de todas as formas para impedir o prosseguimento da campanha em Campo Grande, como em outros locais do país. No entanto, como pontuado por Thiago, o partido recorrerá da decisão e continuará as atividades de campanha, divulgando a política do partido.

Ao ser questionado sobre a situação da campanha, o candidato afirmou que está sendo um momento muito importante para divulgar a política do partido na região e, também, um importante momento para denunciar o processo fraudulento das eleições, especialmente contra os partidos menores. Em suas palavras: “Mesmo com todos esses empecilhos a campanha de rua que a gente vem desenvolvendo vem surtindo um efeito, no sentido de mostrar para a população que existe uma outra perspectiva política não voltada apenas a conquista de cargos”.

Ao ser questionado sobre suas propostas para a educação o candidato explicou que o partido não possui nenhuma ilusão nesse processo eleitoral e que, diante dessas eleições fraudulentas, é quase impossível uma vitória do PCO obtendo representantes eleitos. A maior conquista, nesse momento, é divulgar a política do partido e conquistar novos apoiadores e militantes. No entanto, diferentemente dos demais partidos que utilizam desse processo para se promover e enganar a população, o PCO apresenta propostas reais que só seriam realizas através da mobilização popular. Nesse sentido, em relação à educação, o candidato pontuou a importância dos próprios  envolvidos na questão, como é o caso dos estudantes e professores, se unirem em comitês de luta. Denunciou a política genocida de volta às aulas nesse momento de pandemia, bem como o ensino a distância, que além de prejudicar a qualidade no ensino afeta o emprego dos professores. Ressaltou ainda: “Em termos gerais, nós defendemos as escolas civis. Somos totalmente contra as escolas militares. As próprias organizações de estudantes e professores têm que administrar politicamente as escolas e universidades é… as escolas em tempo integral, naturalmente, é uma necessidade, também, da classe trabalhadora. De terem uma organização onde seus filhos possam ficar o dia inteiro já que eles têm que trabalhar o dia inteiro”.

Da mesma forma pontuou em relação a saúde. Destacou o momento caótico  que estamos vivenciando com o covid-19 e da necessidade dos próprios trabalhadores tomarem a frente para impulsionar as melhorias necessárias, também, nessa área.

Sobre os questionamentos sobre o papel da prefeitura na política de emprego, o candidato destacou que essa questão é muito mais econômica de nível nacional, mas que a prefeitura poderia fomentar criação de comitês de desempregados que, neste momento, poderiam atuar em seus bairros, comunidades, para promover a qualidade da infraestrutura de onde habitam. E, mais importante para a diminuição do desemprego seria a diminuição da jornada de trabalho. 

O candidato do PCO discorreu também sobre o transporte público e pontuou que a situação do transporte público privado é um fator muito caro para toda população, representando um ataque ao direito da população de transitar pela cidade. Assad acrescentou a necessidade dos motoristas de ônibus se organizarem, também em comitês, para somar na luta contra esse modelo privado de transporte público. Nesse ponto, defendeu a necessidade da estatização do serviço de transporte público sob a organização dos trabalhadores. Da mesma forma com os demais serviços essenciais da cidade como água e esgoto.

Sobre o questionamento sobre a segurança pública, pontua : “A Guarda municipal nós temos uma posição, a muito tempo, que ela deve ser extinta. Ela é uma PM dois. No Brasil inteiro a gente vê a PM como o principal órgão- aparece com essa desculpa de combater a violência- mas é o principal produtor de violência. Principal ente responsável por mortes no Brasil. […] Esses dois órgãos devem ser extintos. Nós entendemos que a população é plenamente capaz de prover sua própria segurança, organizada em comitês de auto defesa para controlar os bairros[…]”.

Em relação às questões burocráticas destinada a gestão de uma prefeitura, como a questão tributária, cobranças de impostos, IPTU, arrecadações no geral o candidato, defendeu mais uma vez a política do partido: “ Salário não é renda! Então, por exemplo, o imposto de renda não deveria  cobrir quem vive de salário. Deveria cobrir só quem vive de renda. O PCO, no modo geral, é a favor de um imposto único. Nós entendemos que esse sistema  tributário brasileiro ele é complicado de propósito que é para ser confuso mesmo e beneficiar a classe dominante. […] Só quem paga imposto é uma parcela da classe média e os trabalhadores que têm uma tributação muito pesada. Imposto sobre consumo mesmo, nós somos favoráveis que sejam extintos, imposto sobre o salário também. Deixar o imposto para as camadas mais ricas que estão na burguesia e que controlam os meios de produção hoje”.

Além desses questionamento, também teve sobre qual seria a política para a área da cultura e, da mesma forma que em todas as outras áreas, o candidato apresentou a política do partido. Os próprios artistas sabem quais as suas maiores necessidades e, desta forma, nada mais coerente que eles próprios se organizem em comitês para apresentar as suas maiores demandas e, assim, gerir a política voltada para a cultura.

Essa oportunidade possibilitou que o Partido da Causa Operária apresentasse suas propostas  em relação às eleições municipais e sua política de forma geral. Sendo esse momento muito propício para o debate político, como colocado pelo militante Assad em Campo Grande, o partido convoca a população a lutar contra o golpe. Trabalhador vota em trabalhador. Quem bate cartão, não vota em patrão!

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