Caça ao militante “fantasma”
Imprensa burguesa persegue o candidato a prefeito do PCO em Fortaleza. Para os golpistas, o operário deveria abandonar seu trabalho e ir fazer campanha pessoalmente
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José Loureto, "fantasma", petroleiro e candidato do PCO à prefeitura em Fortaleza. | Foto: Reprodução

A classe operária é o setor mais consciente e a maior ameaça ao regime capitalista, por isso, no pleito burguês, instaura-se uma ditadura contra qualquer campanha de trabalhadores. Esse é o caso da enorme perseguição às candidaturas do PCO, que tenta, antes de mais nada, estrangular o espaço e as condições para que os trabalhadores possam se organizar durante as eleições. Um nítido exemplo de como as instituições e a imprensa burguesa torcem o rabo para barrar a esquerda é o caso da campanha da direita contra o candidato do PCO à prefeitura de Fortaleza, José Loureto, que cobra do companheiro que largue seu trabalho operário para fazer a campanha capenga dos candidatos nos bairros da cidade.

Após meses defendendo que os trabalhadores deveriam ficar em casa e morrer de fome, agora a imprensa golpista argumenta que o candidato deve promover sua campanha individual com uma agenda de atividades das quais deve participar pessoalmente. Pois bem, com certeza todos os candidatos eleitoreiros devem adorar sair às ruas de dois em dois anos para espalhar meia dúzia de promessas mentirosas e conseguir manter seu salário. Entretanto, o companheiro do PCO, além de ser um operário petroleiro e trabalhar no alto mar, fortalece com o PCO uma campanha de partido e um programa de luta verdadeiro para a população.

Nesse sentido, mesmo sem ser autorizado seu retorno para a terra firme durante a campanha, seu programa é um programa de partido, e sendo assim, os militantes do PCO vão às ruas de Fortaleza para turbinar a campanha partidária. Vale ressaltar, que essa perpassa os objetivos dos oportunistas e propõe uma luta concreta contra a atual crise e o regime golpista, pela distribuição dos milhares de materiais que exigem a derrubada do governo Bolsonaro e Lula presidente, por um lado, e por outro o fortalecimento das organizações dos trabalhadores. 

Dessa forma, é fácil entender o motivo das colocações direitistas da imprensa burguesa, que situam a tal campanha como uma “candidatura fantasma”. Frente a uma ameaça imensurável para a continuidade do monopólio da direita e da burguesia imperialista no País, representada pelo fortalecimento do PCO, seria estranho se a imprensa golpista não fizesse seu jogo sujo usual para tentar impedir a luta contra o golpe.

Tendo isso em mente, a imprensa mandou repórteres para visitar o companheiro na cidade, mesmo tendo noção de que ele estava em pleno serviço no mar. Ao mesmo tempo, aproveitou para parabenizar e promover a campanha para os candidatos da direita à prefeitura da capital, esses, que além de tempo de televisão, têm disponibilidade para irem pessoalmente comer um pastel nas feiras dos bairros populares.

Aqui fica clara a diferença entre o PCO e os outros partidos. Nenhum deles tem programa, no máximo possuem propostas de como administrar a cidade, ou de como vão quitar parte das dívidas financeiras. Já o PCO, não só se baseia na realidade atual, a pandemia e a catastrófica crise financeira, mas apresenta um programa de lutas e de mobilização, para além das eleições, e sim, para a construção de uma alternativa independente para a classe trabalhadora. Finalmente, a direita se esforça para fazer o PCO parecer um “partido” como os outros da esquerda pequeno burguesa, que não apresentam nada para o povo.

Entretanto, com o trabalho militante incessante do PCO e pela radicalização política da população, o que se observa é justamente o oposto: a construção de um partido operário, revolucionário e de massas, capaz de impulsionar tanto a revolução e o socialismo, como sua própria campanha política. Esse seria o pior pesadelo para a imprensa burguesa, que teria seu monopólio destroçada pela força dos trabalhadores organizadas. 

 Por isso, ela nunca deixará espaço para a classe operária, pelo contrário, como no exemplo do companheiro José Loureto fará questão de esmagar qualquer campanha ou reivindicação dos trabalhadores. Isso se repete com todas as candidaturas verdadeiramente de esquerda no País, que nunca possuem seu programa divulgado ou sua situação esclarecida, e sim, ridicularizada pela falta de um argumento político. Isso só torna ainda mais fundamental a campanha do Partido da Causa Operária, não para eleger candidatos, mas para criar e desenvolver a principal arma e ferramenta da classe trabalhadora, o próprio Partido.

Toda a esquerda deve denunciar sistematicamente o ocorrido, bem como todo o caráter fraudulento e antidemocrático das eleições. Nenhum candidato de qualquer partido que seja vai fazer milagre e acabar com a crise, muito menos vai tirar a população das garras afiadas da direita capitalista sem uma grande mobilização de classe. Finalmente, a única campanha que não é fantasmagórica e demagógica é a campanha do PCO. Uma campanha de partido organizada pela classe operária, na qual todos os militantes trabalhem para a construção do próprio e para a organização de comitês de fábrica, conselhos populares, comitês de luta e todas as alternativas de luta e mobilização da população.

Não vote em candidatos sem um programa! Não vote em partidos fantasmas! Vote e lute com o PCO para derrubar Bolsonaro e os golpistas em uma grande mobilização dos trabalhadores!

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