Candidato-abutre, Ciro acusa PT de burrice e diz que sequer indultaria Lula

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Ciro Gomes, ex-Arena, PDS, PMDB, PSDB, PPS, PROS e, hoje, pré-candidato do PDT à presidência da República, afirmou, em entrevista ao pérfido e golpista jornal Folha de S. Paulo, ter “pena” da posição da presidenta do PT, a senadora Gleisi Hoffmann e destacou que caso fosse eleito não daria indulto a Lula, por que isso é “burrice”. A cada momento fica mais claro que candidatura do abutre mor é uma arma à disposição da burguesia golpista para apunhalar pelas costa toda a esquerda nacional.

Gomes afirma ter “pena” porque, após a insinuação de que o PT poderia apoiar e fazer chapa com o candidato-abutre , Ciro Gomes, a presidenta  PT declarou que Ciro não passa no PT nem com “reza brava”, o que desagradou enormemente a ave de rapina.

É evidente que havia e há uma tentativa de Ciro, em aliança com setores do PT que querem “virar a página do golpe” e esquecer Lula na cadeia, de consumar tão escabrosa aliança, de uma chapa com Ciro a presidente e o PT de vice. Essa aliança, segundo os abutres do “realismo” político,  justificaria-se pela possibilidade e a necessidade de a esquerda ganhar a eleição contra o golpe ou o projeto antinacional do MDB ou PSDB, a depender da visão de cada um. Ciro, que elogiou a rapidez com Lula foi julgado, apoiou a intervenção militar no Rio de Janeiro, afirmou que Lula não é preso político, finge que  não há golpe de Estado e o problema seria a “corrupção do MDB”.

Logicamente, que é um engodo, Ciro Gomes é um candidato da burguesia, sua candidatura um artifício dos golpistas. Para além da bravata nacionalista, Gomes atende integralmente aos interesses da burguesia golpista e do imperialismo que ele diz combater. Seu suposto nacionalismo é um nacionalismo de fachada, uma carapuça que veste para cumprir seu papel de confundir e desarmar a esquerda e dar um ar de legitimidade a farsa da eleição que esta sendo  montada pela direita.

Devido ao duplo caráter de sua candidatura, uma candidatura da direita golpista direcionada a buscar os votos da esquerda e da base do PT, Ciro assume sempre uma posição um tanto dúbia,  típica do político burguês tradicional que ele e, faz bravatas, faz promessas apela para o nacionalismo, dá lições de economia´, tudo isso com um verniz de esquerda moderada, sem, no entanto comprometer-se com nada, ao mesmo tempo tem de dar todas as garantias para a burguesia golpista. Essa entrevista é exemplo disso.

Na mesma, Ciro afirma não haver golpe no País, que Lula não é preso político, é apenas vítima de uma sentença errada e que pode recorrer, já que não há perseguição politica. Em seu hipotético governo o PSDB deve sentar na mesa, na refundação da “nova República”. Afirma ainda que a Globo não tem responsabilidade na prisão do ex-presidente e que o PT tem responsabilidade na corrupção, dentre outras coisas.

Esse é o candidato que a burguesia que fazer passar por candidato esquerdista, para impor não apenas uma derrota eleitoral, como também uma profunda desmoralização política aos  trabalhadores e demais explorados e suas organizações que lutaram e lutam contra o golpe.

Esta armação deve ser amplamente denunciada e derrotada por meio da organizações própria dos explorados nos comitês de luta pela liberdade de Lula e contar o golpe, deixando para trás toda e qualquer ilusão, sem fundamento na realidade, de que esse e outros políticos burgueses, possam servir à causa da derrota dos donos do golpe, o imperialismo e o grande capital “nacional”, dos quais eles são capachos.u