Candidatura jovem
Leia a entrevista com o membro da AJR e candidato à vereança pelo PCO no Rio de Janeiro
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Candidato Igor Pombo Menezes, do Rio de Janeiro (RJ), no ato Fora Bolsonaro em Copacabana. | Foto: Reprodução

Hoje iremos entrevistar o companheiro e Candidato pelo PCO, Igor Pombo Menezes, a vereador no Rio de Janeiro (29293). O candidato possui 27 anos, é psicólogo formado faz pouco tempo e faz parte da Juventude do partido, a AJR (Aliança da Juventude Revolucionária).

Milita desde 2018, seguindo como muitos o desdém com a eleição fraudulenta do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro. Igor nos conta como  entrou no partido por conta da fragilidade e da imobilidade dos setores de esquerda.

Diário Causa Operária: Dada a crítica a esquerda, como foi que você acabou conhecendo o PCO?

Igor Menezes: Eu conheci o partido através do nosso candidato a vice-prefeito, Caetano Albuquerque. Já o conhecia antes, pois somos amigos. A partir daí eu comecei a frequentar os atos e mutirões junto ao PCO e, aos poucos, a participar dos eventos do partido. Comecei então a acompanhar a imprensa partidária, ver a análise do companheiro Rui Costa Pimenta. Eu vi no partido uma análise política bem consistente, que faz uma leitura concreta do cenário politico atual, e portanto, achei que a política do PCO é a melhor a ser seguida no momento.

Diário Causa Operária: Quais os principais pontos do programa do Partido para o Rio de Janeiro que sua candidatura enfoca?

Igor Menezes: Tem um ponto central sobre a minha candidatura pelo PCO, que é também central em todas as candidaturas do partido: não temo dois programas diferentes. Não nos preocupamos, a esta altura, em projeto específico para os municípios por exemplo, no sentido de “melhorar a segurança” ou “asfaltar ruas”, pois temos o intuito de não fazer um programa desintegrado. Nosso programa partidário é em nível nacional, pois nós entendemos que não é possível melhorar as condições de vida dos trabalhadores dentro de um regime que sofreu um golpe e de um sistema político que beira o fascismo.

Nós acreditamos que para conseguir conquistar um governo dos trabalhadores, que possa encabeçar as mudanças necessárias de sua classe, nós temos que derrubar o golpe, no caso, o governo Bolsonaro, e levar adiante o embate com a direita. A partir do momento que haja uma mobilização concreta, organizada, que comece a ocupar o poder a partir de suas organizações populares, e efetivamente propor essas medidas, então pode se realizar estas mudanças para o transporte, educação, colégios e universidades de maneira concreta, afinal, propor qualquer coisa dentro do regime golpista não levara a nada.

Diário Causa Operária: No Rio de Janeiro e no Brasil a fora, o Partido é muito criticado pela questão da defesa da candidatura do ex-presidente Lula. Qual o posicionamento do Partido com relação ao ex-presidente Lula?

Igor Menezes: No pronunciamento do lula no dia 7 de dezembro, Lula atacou o governo Bolsonaro, denunciou o golpe e falou fortemente da questão da intervenção do EUA. O ex-prefeito também disse que estava se pondo a disposição do povo brasileiro, ou seja, se posicionando mais ativamente na politica. Temos que ter em mente que o Lula é o maior líder de massas do País, e é o candidato favorito entre a população. Por este motivo tem o potencial de mobilizar os trabalhadores e seus simpatizantes a favor da esquerda.

O Lula não é um revolucionário, não defendemos diretamente o programa do PT, nem do ex-presidente, porém, neste momento de crise, a direita quer impedir a sua candidatura a todo custo justamente por sua capacidade de mobilizar as pessoas e trabalhadores. Portanto, impulsionar uma luta pela candidatura dele já vai criar uma radicalização do movimento Lulista contra os movimentos da direita que a contrapõem. Temos que apoiar a candidatura de Lula e apoiar um passo a mais na luta de classe e na intensificação da luta política.

Dessa forma, defendemos que ele possa se candidatar nas próximas eleições. E não necessariamente em 2022, já que defendemos a derrubada do governo Bolsonaro, pois é ilegítimo, e uma vez derrubado, defendemos chamar eleições gerais com Lula candidato.

É por estes motivos que defendemos a união da esquerda pela candidatura do Lula. Defendemos parar o genocídio e ampliar a assistência para a população: aumento imediato das verbas para a saúde, aumento de 100% do auxílio emergencial (de 600 reais para 1200) para todos os desempregados, testes para toda a população enquanto durar a pandemia, aumento de leitos nos hospitais públicos, proibição de cortes de luz e água e dos despejos enquanto durar a pandemia. Contra o desemprego e o rebaixamento salarial, redução da jornada de trabalho sem redução dos salários, trabalhar menos para todos trabalharem, proibição das demissões, revogar toda legislação contra os direitos trabalhistas aprovadas no governo temer e Bolsonaro.

Diário Causa Operária: Sabe-se que a Juventude compõe uma parte bem ativa da militância do partido no Rio de Janeiro, onde você é candidato. Quais os problemas principais da categoria estudantil que o PCO e a AJR se propõem a combater.

Igor Menezes: Neste momento, vivemos a questão do retorno das aulas de forma presencial, que é uma decisão genocida dos governos de direita, pois vimos uma ausência de políticas sanitárias dentro de uma pandemia descontrolada, e neste cenário o governo quer fazer os estudantes e trabalhadores da educação voltarem a circular? A situação da maioria dos colégios públicos é muito precária e não há condições sanitárias adequadas para arcar com essa reabertura de forma segura. Além do mais vale lembrar que isso foi uma decisão impulsionada pela Organização Mundial do Comercio (OMC), Que trouxe à tona a questão da queda do PIB devido à pandemia, movendo setores da burguesia para trazer de volta a movimentação em detrimento da vida das pessoas.

Portanto, nos colocamos contra as o retorno das aulas. Somos, também, contra a farsa do EAD, que serve para cortar indefinidamente os custos com a educação, resultando na precarização da educação e no fechamento de instituições publicas. Em questão da eficácia do Ensino a Distancia, a maior parte dos jovens não tem como acessar o conteúdo e o conteúdo em si é muito ruim. Defendemos que o sistema serve basicamente pra demitir professores, extinguir aos poucos as universidades e os espaços físicos. Essa é uma pauta antiga da direita, Bolsonaro em 2018 já falava na implementação do ensino à distância.

Também defendemos o controle das universidades pelo movimento estudantil e pela comunidade acadêmica, que é composta de estudantes, que são maioria, de professores e de técnicos em geral. Queremos que haja autonomia das universidades, a partir do voto igualitário para eleger o reitor da universidade entre essas categorias a partir do governo tripartite.

Neste sentido, queremos extinguir qualquer controle do governo federal sobre a universidade, pois reconhecemos que isso é uma forma de impulsionar o movimento estudantil. Afinal, é importante apostar neste movimento da juventude, pois é esta categoria que tende a maior radicalização por não ter o patrimônio já construído e não estar inserido no modo de vida conservador capitalista. Revolucionários em geral, na história, começaram muito jovens. Queremos também livre acesso ao ensino superior (Fim do vestibular Enem), ensino público gratuito e de qualidade para todos em todos os níveis.

Diário Causa Operária: como é a recepção da população com a campanha do PCO?

Igor Menezes: É uma recepção muito boa. Em geral as pessoas ficam muito felizes de nos ver na rua fazendo campanha pelo fora Bolsonaro, pela liberdade do Lula. Notamos sempre que há uma certa surpresa de ver uma militância organizada na rua em combate ativo contra o governo da direita. Vemos também como as pessoas na rua estão acuadas; geralmente odeiam o Bolsonaro e gostam do Lula, mais por ter poucos movimentos organizados que encabeçam essa luta, elas geralmente acuados por se sentirem sozinhas. Quando vamos falar com as pessoas na rua elas parecem poder dizer essas coisas pela primeira vez.

Diário Causa Operária: Muitas candidaturas do PCO sofreram atos antidemocráticos durante esse período eleitoral. Qual é a resposta que o partido está dando para toda essa censura e esses indeferimentos de candidaturas? Como o partido está lidando com essa situação? O que o candidato acha sobre essa situação?

Igor Menezes: É muito importante ressaltar, em primeiro lugar, que já tínhamos noção dessas dificuldades criadas pelo sistema eleitoral Brasileiro, pois não temos ilusões que vamos ganhar as eleições. Só é deixado ganhar a eleição quem a burguesia permite. Esta classe põem candidatos inofensivos ou faz acordos com setores moderados para aliviar pressão, logo é uma farsa, um termo importante de ressaltar. Participamos não pra ganhar, mais pra falar com as pessoas, com os trabalhadores, para conseguir mais filiados, militantes e pessoas interessadas, para divulgar a imprensa partidária, e mais importante, denunciar a farsa eleitoral e o golpe.

A minha candidatura e outras do Rio estão indeferidas por boicote claro da justiça eleitoral. Não aceitaram o CNPJ do partido aqui no estado do Rio, sendo que o CNPJ do partido foi aceita em outros estados. É uma decisão arbitrária de algum setor da justiça eleitoral, que escancara a ditadura que este sistema é. A questão é porque que aqui foi rejeitado enquanto em outros estados foi aceito? Mas a campanha continua de qualquer forma, pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas e Lula candidato.

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