País vítima de golpe em 2012
À revelia da esquerda que capitulou diante do golpe de 2012, e da direita no poder desde então, os paraguaios começam a se organizar em importantes manifestações de ruas
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Manifestantes vão às ruas para reclamarem do governo | Foto: Pátria Latina

No Paraguai, a crise econômica que está angustiando as organizações camponesas e indígenas os levou às ruas, onde se mantêm mobilizados, exigindo do governo um plano de ação emergencial que equacione a situação urgentemente, e contorne a crise econômica para conduzir o país à uma estabilidade.

Na pauta de reivindicação, os camponeses exigem o cancelamento da dívida do governo. Nas manifestações pacíficas, diferentes setores que compõem o coordenadoria intersetorial nacional do CN, desde o início da semana, se mobilizam em Assunção e em diferentes departamentos do país,  pedindo o cancelamento de dívidas, que é um problema histórico.

A articulação indígena e camponesa popular, que conta com a liderança de Belarmino Valbuena, tem demonstrado a tendência ao crescimento, tanto na capital como em 8 departamentos do país, chegando a 1.500 pessoas.

Em Assunção e vários departamentos do país, a manifestação vem sendo pacífica, e sempre batendo na tecla do cancelamento de dívidas. Belarmino Valbuena indicou que as mobilizações são por tempo indeterminado. Os camponeses denunciam promessas não cumpridas, e marcham por Assunção exigindo que o governo cumpra suas promessas com o setor. 

Com um novo itinerário, agora, a próxima mobilização será em frente à sede do Ministério da Agricultura e Pecuária do Instituto Nacional de Desenvolvimento Rural. Mas também, os camponeses que chegam de vários lados, se estabeleceram ao redor da praça uruguaia, à revelia da proibição de fazê-lo. 

Os camponeses exigem solução ao presidente da república e ao Congresso Nacional, para que deem uma solução que coloque em prática a verdadeira reforma agrária. Também reclamam a promessa não cumprida pelo governo, do cancelamento da dívida de 1000 camponeses, que se encontra parada na mesa de Mário Abdo, o presidente golpista. 

As eleições paraguaias que ocorreram no dia 22 de abril de 2018 levaram a uma capitulação e a uma entrega total da esquerda à direita golpista. Para conseguir seis assentos na Câmara Alta (Senado), o partido de Fernando Lugo se aliou ao Partido Liberal (que em 2012 deu um golpe e fez um impeachment relâmpago com Frederico Franco) e perdeu a chance de formar uma real oposição ao governo de extrema-direita.

Mário Abdo Benítez, o presidente do Paraguai desde 2018, é do Partido Colorado, o mesmo da ditadura de Alfredo Stroessner, que gerou 36 anos de terror (1954-1989). Porém, a aliança da frente de Lugo (a Frente Guazú) com a direita tradicional enfraqueceu o poder da esquerda de ser uma real oposição.

Desde o golpe contra o ex-presidente Fernando Lugo, a frágil democracia e os direitos sociais retrocederam diante do poder da direita. Houve pouca reação contra o Golpe por parte do movimento operário, diferente do que acontece no Brasil. A esquerda não pode se apoiar nas ilusões de ganhar alguns cargos pois a direita retirará esses cargos e direitos tão logo se faça necessário.

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