Política de capitulação
Mesmo com os diversos ataques dos banqueiros à categoria bancária ao longo dos últimos dois anos, não houve campanha salarial neste ano
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Grave bancários | Foto: Reprodução

Com efeito, como entender que os bancários, que protagonizaram grandes mobilizações nacionais e chegaram a arrancar conquistas salariais, direito de organização; que construíram sindicatos reconhecidos, com recursos materiais e humanos extraordinários antes jamais sonhados, dirigentes liberados; hoje se verifica um claro retrocesso em suas organização. Assembleias esvaziadas (este ano de forma virtual), sem comando de greve, piquetes esvaziados, como ainda em suas lutas a ponto de reivindicações, mesmo as mais elementares, não só não serem atendidas, como as que pareciam consolidadas comecem a ser frontalmente atacada? 

A explicação de tal fato deve ser buscada na ação conciliadora que fundamenta a política do conjunto das direções sindicais e políticas.

Nessa campanha de 2020, mesmo em plena Pandemia do novo coronavírus, várias categorias saíram às ruas com objetivo de defender os seus direitos e reivindicações, como foram os casos dos metalúrgicos da Renault, dos trabalhadores em aplicativos, condutores, Petroleiros, Correios, etc. 

Mesmo com os diversos ataques dos banqueiros à categoria bancária ao longo dos últimos dois anos, não houve campanha salarial neste ano, em consequência vimos a consolidação, sem luta, o arrocho salarial, quando os banqueiros reajustaram os salários em apenas 1,5%, sendo que a inflação (oficial) do período foi de 2,74% e retornam com a famigerada política de abono (uma esmola de R$2 mil, sendo que, descontado IR será de um pouco mais de R$1 mil)

A campanha deste anos se deu apenas de forma virtual; tudo bem que a luta pode se desenvolver de diversas formas, mas nenhuma delas pode substituir uma grande mobilização de toda a categoria, uma agitação real, de massa, nos espaços públicos, com os sindicatos abertos com objetivo de atender a demanda dos trabalhadores. Afinal de contas os banqueiros e seus governos não ficaram nem um pouco sensibilizados com as “mobilizações” virtuais, sendo que, se houvesse uma real mobilização com certeza o desfecho desta campanha traria consequências bem mais significativas para os bancários. 

O que há, na verdade, por trás dessa política é a total  paralisia dos sindicatos, que em sua esmagadora maioria insistem na política de isolamento, mantendo as entidades fechadas, quando os trabalhadores estão em seus locais de trabalho. Essas iniciativas das direções sindicais vem evoluindo em um sentido verdadeiramente grotesco. São eleições sindicais virtuais, assembleias virtuais e, até greve virtual como fez o Sindjustiça-RJ.

Em função da política de capitulação da burocracia sindical nas mesas de negociações com os banqueiros, não impulsionou uma campanha salarial realmente de luta pelas reivindicações da categoria. Ao invés de impulsionar uma campanha real buscaram acordos com a Fenaban que trouxe um enorme prejuízo para o conjunto dos bancários. Não avançaram na organização sindical e política da categoria na perspectiva de mobilização para a greve dos bancários. Com o pretexto de que não era possível fazer assembleias, atos e mobilizações presenciais durante a pandemia, abriram mão da luta tradicional da classe trabalhadora e realizaram apenas movimentos virtuais. A “campanha salarial” no final das contas ficou reduzida em defesa da manutenção de direitos, que os banqueiros tentam a todo o custo retirar: 13ª cesta alimentação, diminuição nos valore da PLR, corte nos 5 dias abonados anuais, no caso do BB, etc. As demais reivindicações , como reajuste das perdas salariais, roubados pelos banqueiros, aumento real, estabilidade no emprego, dentre outras, embora constassem na pauta de reivindicações não passaram de mera formalidades, tanto foi assim que a primeira proposta de reajuste de 1,5% neste ano e de 0,5% para 2021, apresentada pela Fenaban, de rebaixamento salarial, foi de pronto aceito pela burocracia sindical e, além disso, amarrou a categoria por mais dois anos, quando assinam um acordo bianual, sendo que, mal assinado o acordo da campanha salarial, os banqueiros já anunciaram demissão em massa, como foi recentemente anunciado pelos banqueiros do Itaú e Safra, dando continuidade à ofensiva reacionária contra os trabalhadores bancários. 

Nesse sentido é preciso combater essa política de capitulação das atuais direções das organizações dos trabalhadores, na perspectiva de uma nova direção, classista e de luta que represente de fato os interesses da categoria. Unir todos aqueles dispostos a agrupar um ativismo de oposição que seja a expressão e representação dos interesses e da vontade da base da categoria.

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