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Na última quarta-feira (13), em São Paulo, foi entregue pelo Comando Nacional dos Bancários à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a pauta de reivindicações da categoria bancária, dando início as negociações.

A campanha salarial dos bancários 2018 se realizará em meio a uma intensa ofensiva dos banqueiros com a retirada dos direitos e conquistas, da política de demissão em massa na categoria, assédio moral, descomissionamento, transferências compulsórias, arrocho salarial, etc.

Os lucros dos bancos têm aumentado na mesma proporção que a exploração dos trabalhadores bancários. A reestruturação do setor, promovida nas últimas duas décadas, junto com as fusões, privatizações, desregulamentações, a redução acentuada dos custos operacionais e o uso intensivo da informática, levou à prática de uma política de arrocho salarial agressiva pelos bancos baseada na transformação das agências em lojas de vendas e negócios, junto com as demissões de antigos funcionários, a contratação de estagiários e de ex-funcionários através de empresas terceirizadas. Os lucros dos bancos contrastam com a deterioração dos rendimentos dos trabalhadores assalariados, hoje o salário de ingresso de um bancário de banco privado não chega a R$ 2.000,00 enquanto que um trabalhador de banco público o piso passa um pouco disso. Nos últimos dois anos foram fechados cerca de 40 mil postos de trabalho e consequentemente a demissão dezenas de milhares de trabalhadores.

Os bancários, nesta campanha, estarão diante de uma gigantesca movimentação golpista e da ofensiva da direita. Deverão lutar contra a política econômica, levada adiante pelo representante dos banqueiros nacionais e internacionais no governo golpista, que coloca em prática o plano de terra arrasada contra os trabalhadores; bem como se opor à “alternativa” da direita golpista que é intensificar a política de expropriação em favor dos banqueiros e dos grandes monopólios internacionais. Os golpistas já anunciaram nos quatro cantos do mundo que pretendem privatizar os aeroportos, as ferrovias os portos, Petrobras, Eletrobras, CEF, BB, etc. Estão entregando a preço de banana para o capital estrangeiro todo o pré-sal.

A 20ª Conferência dos Bancários, realizada recentemente em São Paulo, aprovou a pauta de reivindicações, dentre elas um “aumento” real de 5%, quando a categoria, em alguns bancos, as perdas salariais passam de mais de 60%, além disso é um reajuste que entra em contradição com relação os fabulosos lucros dos banqueiros apurado nos últimos 2 anos.

A campanha salarial dos bancários se dará em um momento decisivo no processo golpista, a unidade com outras categorias deve ser um momento para uma mobilização mais efetiva para a organização da paralisação nacional para derrotar o golpe e os banqueiros contra a política de ataques aos trabalhadores para beneficiar meia dúzia de parasitas capitalistas.

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