Fora Bolsonaro
Para a burguesia, debate eleitoral tem que se resumir às pequenas questões administrativas
30a Conferência Nacional do PCO
Conferência Nacional aprovou programa eleitoral e o "Fora Bolsonaro" como palavra de ordem central | Foto: acervo
30a Conferência Nacional do PCO
Conferência Nacional aprovou programa eleitoral e o "Fora Bolsonaro" como palavra de ordem central | Foto: acervo

A campanha eleitoral do PCO é fundamentada na palavra de ordem “Fora Bolsonaro”. 

Esse fato nos valeu a calúnia da imprensa da burguesia.  Em lugar de falar que o PCO apoia a saída de Bolsonaro e que eles não são favoráveis a isso, procuram não bater de frente e dizem que o PCO não tem plano de governo. Uma tentativa de domesticar o partido para discutir pequenas questões administrativas do município, como fazem todos os demais partidos.

O PCO tem sim um plano de governo, embora saiba que não vai ser eleito. Muito melhor do que o plano da burguesia, o partido começaria por não pagar os bancos. Ou seja, trata-se apenas e tão somente  de uma calúnia.

Essa é provavelmente a primeira eleição em que o PCO sofre uma campanha de calúnias por parte da burguesia relativamente extensa e em grande escala.  Há muita polêmica e muita acusação falsa, muita tentativa de impedir nossos candidatos de falar, apesar de o partido ser excluído dos debates televisivos e não ter tempo na televisão e no rádio.

Apesar disso, aparentemente, a campanha política do partido parece ter repercussão maior que em todas as campanhas anteriores. Nota-se a preocupação de vários jornais da burguesia de nos atacar, o que é muito significativo.

É uma evidência de que a qualidade e a profundidade da influência partidária mudou nessa eleição e que ela tem uma importância.

É uma indicação da evolução da situação política, da radicalização latente, e mostra o desenvolvimento do partido. 

Mostra, assim, que foi um acerto ter lançado uma campanha eleitoral verdadeiramente de partido, contra a campanha de candidatos avulsos que transformam todos os partidos de esquerda em legendas de aluguel.

Não é uma campanha “de candidatos”, onde o partido se dissolve diante dos candidatos. É uma campanha de partido apesar de que a legislação e a organização das eleições desfavorece esse tipo de campanha.

É uma vitória não apenas para o PCO, mas para os trabalhadores. Se eles têm que construir um partido próprio, esse partido tem que ser de verdade e não uma legenda para eleições.

O PCO já não é um partido de tipo eleitoral. Ele atua em todas as situações, como partido.

O PCO atua como partido em todos os lugares. Quer dizer, está procurando construir um partido que sirva para organizar a população trabalhadora em todos os sentidos e na eleição isso significa fazer uma campanha de partido. Logicamente que essa campanha é feita sobre a base de um programa único. 

Nesse sentido, o PCO comparece às eleições para denunciar verdadeiro caráter da eleição. Dissecar cada um dos elementos da eleição, mostrar todas as características antidemocráticas, criticar toda atuação demagógica da esquerda e obviamente denunciar a direita.

São tarefas fundamentais, pois a classe operária só pode avançar sobre a base da consciência, do esclarecimento. 

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