Caso Valdemiro Santiago
Título de matéria publicada pelo jornal não condiz com a realidade
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globo
Rede Globo de Televisão | Foto: Reprodução

No fim da manhã desta terça-feira (4), o jornal O Globo publicou um artigo com o seguinte título:

No entanto, no interior da matéria, não há nada que comprove que o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação contra o pastor por “fake news”. Não há, simplesmente, porque o que O Globo disse não é verdade.

Segundo o próprio texto do jornal golpista,

“O pastor evangélico Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, pode ter de pagar indenização por danos sociais e morais coletivos pela divulgação de vídeos em que sugeria aos fiéis que o plantio de sementes de feijão poderia curar a Covid-19. A ação foi impetrada pelo Ministério Público Federal de São Paulo, que pede indenização de R$ 300 mil [grifo nosso]. (…) Para o MPF, Valdemiro Santiago incorreu em prática abusiva da liberdade religiosa, colocando em risco a saúde pública e induzindo fiéis a comprarem um produto sem qualquer eficácia comprovada” [grifo nosso].

Como fica claro, Valdemiro está sendo acusado de cometer delitos, mas não está sendo acusado praticar “fake news”. Saindo da matéria de O Globo, vamos olhar, então, o que diz a própria notícia-crime emitida pelo MPF.

Em todo o texto, de oito páginas, não há uma única menção à palavra “fake news”. Há, contudo, referências a práticas de estelionato, entre outros tipos penais:

“Não se pode, a título de liberdade religiosa, permitir que indivíduos inescrupulosos ludibriem vítimas vulneráveis e firam a fé pública. Não se trata de coibir as pessoas em geral de professar a fé que desejarem e de cultuar as divindades de sua preferência, na forma de sua escolha. Trata-se de impedir que determinados indivíduos se valham desse conjunto de crenças para obter vantagem econômica ilegítima, valendo-se da crendice alheia, mediante sofisticados esquemas publicitários, psicológicos e tecnológicos. (…) O estelionato mediante uso de elementos religiosos tem precisamente essa peculiaridade: valer-se de vulnerabilidade das vítimas e da ascendência psíquica que o líder religioso logra criar, para que aquelas entreguem bens a este, acreditando com isso obter alguma espécie de graça divina ou, ao menos, assegurar hipotética intercessão do líder perante a divindade”.

Não é nosso intuito debater o mérito da notícia-crime do MPF, mas apenas demonstrar como o jornal O Globo mentiu ao relacionar a ação do órgão estatal contra Valdemiro Santiago com a prática de “fake news”. E se mentiu, podemos dizer que praticou o “crime” pelo qual a imprensa burguesa tanto faz alarde: a “fake news”.

Isso só comprova como a campanha das Organizações Globo e da imprensa burguesa contra as “fake news” é uma fraude total. A imprensa burguesa falsifica sistematicamente as informações. Até mesmo, como visto nesse caso bizarro, para se mostrar como um combatente das “fake news”.

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