Campanha contra o PT: donos do golpe manobram para tirar Haddad do segundo turno

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Os últimos dias da campanha eleitoral estão sendo marcados por uma grande ofensiva dos “donos do golpe” contra o Partido dos Trabalhadores e o seu candidato à presidência, Fernando Haddad, com o objetivo de tirá-lo do 2º turno.

Os principais meios de comunicação da imprensa golpista estão impulsionando uma série de denúncias forjadas nos porões da Lava-jato. Por um lado, Sérgio Moro, o Mussolini de Maringá, vazou para a rede Globo parte do depoimento do ex-ministro Antônio Palocci, onde este denuncia um suposto esquema de caixa-dois nas duas campanhas eleitorais que levaram à vitória de Dilma Roussef. Como tem sido a marca registrada da operação, são depoimentos absolutamente desprovidos de qualquer materialidade.

Em outra frente de atuação, o Ministério Público apresentou novo requerimento a Moro solicitando nova condenação de Lula por “corrupção passiva e lavagem de dinheiro”, por recebimento da Odebrecht de vantagens indevidas de um terreno em São Paulo, que serviria como sede para o Instituto Lula.

Já contra Haddad estão sendo requentadas denúncias de recebimento de caixa-dois, também da Odebrecht, nas eleições de 2012, ano em que foi eleito prefeito de São Paulo, e de superfaturamento nas obras de trechos da ciclovia na capital paulista.

Para coroar o caminho da fraude eleitoral, além de apresentar Haddad como um elemento radical, que não pode ser eleito de nenhuma forma, os principais jornais da imprensa golpista apontam a estagnação do candidato petista nas pesquisas e o crescimento da sua rejeição.

“Os donos do golpe” têm uma meta: retirar a possibilidade de Haddad chegar ao 2º turno. Isso não quer dizer que conseguirão. Mas temos que ter presente que foram bem sucedidos na exclusão de Lula das eleições e que a chegada do candidato petista ao segundo turno nunca esteve garantida. Até domingo a burguesia golpista não medirá esforços para ter dois candidatos de sua confiança com o claro propósito de legitimar o golpe com a empulhação do “respaldo popular” pelas urnas.