Censura
Mídia imperialista utiliza da demagogia das Fake News para desviar a atenção da população ao fato de que é a verdadeira culpada pela produção da desinformação
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Fake news, a nova demagogia do imperialismo. | Foto: Reprodução.

Segundo estudo realizado pela Oxford Internet Institute, a maioria dos sites que propagam “fake news” é financiada pela plataforma de anúncios Google Ads. De acordo com a pesquisa, divulgada nesta sexta-feira (7), os sites que propagam notícias falsas possuem uma pontuação melhor no chamado SEO (Search Engine Optimization), o que os coloca no topo das pesquisas, atingindo um público maior.

Quando procurado para esclarecer os resultados desta pesquisa, a Google afirmou que tem políticas rígidas para impedir que páginas com conteúdos prejudiciais, perigosos ou fraudulentos gerem receita por meio da plataforma de anúncios Google Ads.

Entretanto, é necessário ser extremamente cético em relação ao que é apresentado pelos pesquisadores de Oxford. O parâmetro utilizado pelos acadêmicos para determinar o que é, de fato, uma fake news tende a ser arbitrária e, em alguns momentos, realmente reacionário. Prova disso é que portais como RT, SputnikNews, Alternet, Breitbart e ZeroHedge, foram considerados como fontes de desinformação. Enquanto que sites como a BBC não.

Fica claro, portanto, que é uma pesquisa voltada para favorecer o monopólio informacional que o imperialismo retém dentro da grande mídia. O próprio SputnikNews, por exemplo, é conhecido por denunciar a política imperialista de uma forma ampla. Logo, representa uma ameaça ao sistema e, consequentemente, perde a ajuda financeira que é capaz de mantê-lo funcional – até porque não é financiado pelos governos imperialistas, como é o caso da BBC.

O ponto é que as genuínas notícias falsas são aquelas propagadas e engendradas pela mídia burguesa. Afinal de contas, são elas as responsáveis por demonizar toda e qualquer resistência ao imperialismo por parte dos países atrasados, enquanto que qualquer ação tomada pelos Estados Unidos, por exemplo, é relatada de forma completamente parcial, diminuindo sua política imperialista.

Podemos analisar um caso específico para entendermos bem como esse aparato funciona: se você pesquisar no Google pela greve que está ocorrendo na Bolívia neste exato momento, encontrará, em um primeiro momento, somente resultados que dizem respeito à greve de 2019 da oposição golpista ao governo de Evo Morales. Ou seja, o imperialismo, por meio de sua dominação dos meios de comunicação, esconde a luta dos trabalhadores bolivianos contra o regime fascista de seu país.

No final, esse tipo de pesquisa possui somente um propósito: tirar a atenção da mídia burguesa, real responsável por toda e qualquer desinformação que beneficia o imperialismo. É por isso que precisamos defender uma mídia independente e revolucionária. É o único jeito de garantirmos que a luta da classe operária seja ouvida.

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