Repressão
Caminhoneiros que já sofrem com sobrecarga de trabalho e exploração de patrões, são “brindados” com a repressão policial
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Caminhões parados | Foto: Reprodução

Na manhã dessa última segunda-feira (29), um grupo de caminhoneiros protestam em frente à Prefeitura de São Paulo – no Centro da cidade – contra a violência da Guarda Civil Ambiental. Com os veículos enfileirados, eles bloquearam o acesso ao Viaduto do Chá.

O motivo do ato, foi as denúncia de agressão praticadas por agentes da guarda ambiental, a um motorista durante uma abordagem no Jardim Cibele, em Itaquera, na Zona Leste da cidade.

Vídeos que circulavam nas redes sociais na semana passada mostram o momento que o condutor é abordado por guardas uniformizados, onde os guardas agridem covardemente o motorista, que estava desarmado e sozinho, ou seja, não representava risco algum para que esse tipo de abordagem tivesse sido realizada. Em seguida, outra gravação mostra o mesmo homem já algemado e rendido. Ele aparece deitado de barriga para baixo no chão de um hospital e em cima dele está uma guarda com o joelho direito sobre suas costas. Ela também chega a colocar o joelho esquerdo no pescoço do motorista, mas retira após perceber que está sendo filmada.

Mais uma vez a classe trabalhadora sendo vítima do aparato repressor do Estado, que são as polícias em suas diferentes esferas, mas todas com o propósito de oprimir o povo.

Os caminhoneiros precisam mesmo parar tudo, para protestar contra essa selvageria praticada contra um de seus pares e o movimento não pode parar por hoje, mas é necessário que seja permanente, para a derrubada de Bolsonaro.

Lembrando que em maio de 2018, a categoria parou para exigir uma redução nos preços do óleo diesel – que subiram mais de 50% em um período de 12 meses. A principal reivindicação era a isenção do PIS-Cofins sobre o óleo diesel. Eles também exigiam a fixação de uma tabela mínima para os valores de frete e em poucos dias se tornou expressivo e provocou impactos à população, em diversos segmentos. Porém, o movimento perdeu força, após um acordo entre alguns representantes da categoria e o governo, e com a entrada do Exército em cena para desbloquear vias.

A categoria sofre demasiadamente com jornadas exaustivas de trabalho, causando problemas de coluna, bem como estresse e hipertensão. A exploração dos contratantes é tamanha sobre os profissionais, pois são contratados por carga, ou seja, sem garantia de nada. Mais diesel com preço nas alturas, manutenção do veículo, mais o financiamento do veículo para os bancos. Quem aguenta?

O fato é que já está mais do que constatado, que sem os caminhoneiros o país para, pois todos os setores produtivos da economia dependem da logística dessa categoria, que está totalmente desassistida por esse governo direitista.

É necessário que a classe dos caminhoneiros se unam de forma organizada contra contra esse sistema dominante em nosso país, pois essa categoria é uma das mais vitimizadas pelo descaso dos poderes públicos, mesmo sendo uma das mais importantes.

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