Caixas executivos do Banco do Brasil são tratados como ioiôs na empresa

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Os funcionários que exercem cargo efetivo de caixa executivo no Banco do Brasil estão sendo submetidos a um regime de terror dentro da empresa, como forma de pressão para abandonarem os seus cargos para transformá-los em caixas substitutos.

No setor da Plataforma de Suporte Operacional (PSO), do Banco do Brasil, estão lotados, além de outros trabalhadores, os caixas executivos que detém a efetividade da gratificação do cargo que ocupam de caixa.

A partir do momento que os caixas passaram a ser subordinados por essa dependência, e não mais fazer parte dos quadros das agências bancárias, foram submetidos a um regime de escravidão e de terror com o objetivo claro para que os trabalhadores abandonem os seus cargos efetivos, já que os mesmos detêm o direito de receber a gratificação na sua totalidade (diferentemente do atual sistema de gratificação onde o trabalhador só recebe os dias em que exercer a função), e apenas no caso de desistência poderiam perder a comissão por se tratar de um direito adquirido.

Há uma clara investida da direção golpista do banco para pressionar o funcionário a desistir da função de caixa executivo, que vai desde o aumento da carga de trabalho, a obrigatoriedade de venda de produtos bancários (medida essa que passa por cima da norma do banco), filas gigantescas, falta de pessoal no atendimento, etc. Para piorar, esses funcionários são obrigados a trabalharem cada dia em um lugar diferente. Fica a cargo do gerente do PSO em verificar algum claro que houver naquele dia em toda uma região para arregimentar o caixa que pode ser alocado hoje aqui amanhã acolá, ou seja, se assim desejar o patrãozinho o trabalhador que hoje exerceu a função na zona norte poderá ir amanhã para o outro lado da cidade.

Em um passado, não muito distante, quando um funcionário era chamado pela gerência da agência para fazer o curso de caixa era um motivo de festa, quando da sua efetivação naquela comissão, nem falar, era só alegria.

Agora com a política do governo golpista de igualar os bancos públicos, por baixo, aos bancos privados, que tratam os seus funcionários como lixo, se não serve joga fora e substitui por outro, os caixas efetivos são tratados como cachorro sarnento. Fazem isso com a clara intensão para que o bancário do Banco do Brasil desista da sua comissão e para aumentar, ainda mais, o nível de exploração a esses trabalhadores.

Os trabalhadores não devem aceitar mais esse ataque dos patrões e da direita golpista contra os seus direitos. É necessário organizar uma grande mobilização para barrar as medidas da direita golpista que quer, a qualquer custo, liquidar com os direitos dos trabalhadores. Para isso é preciso combater os golpistas, o golpe, e lutar pela anulação de todas as medidas que retiram direitos da classe trabalhadora.