Superexploração nos bancos
Direção golpista da Caixa Econômica determina que os funcionários da agências, exercendo diversas funções cumpram metas de até 120% de vendas de produto
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Filas nas agências da Caixa | Foto: Reprodução

Os trabalhadores da Caixa Econômica Federal estão comendo o “pão que o diabo amassou”, como diz o ditado popular, na mão desse governo genocida/fascista Bolsonaro, que tem a frente da direção do banco elementos tanto quanto fascistas, como por exemplo o seu presidente, Pedro Guimarães, que já afirmou diversas vezes que pretende privatizar o único banco 100% público, que tem como fundamento exercer o financiamento de diversas ações sociais.

Se já não bastasse o aumento da exploração dos bancários da Caixa Econômica Federal e as condições insalubres de trabalho durante a pandemia da COVID-19, os ataques e a pilhagem dos golpistas contra os bancários da Caixa Econômica Federal também se intensificaram. As filas enormes nas portas das agências, bem como, as lotadas salas de autoatendimento sobrecarregaram de trabalho os empregados em todo país e ainda os expõe diretamente aos riscos de transmissão do novo coronavírus.

Aos trabalhadores não há distribuição de máscaras de proteção, tampouco orientação sobre o tipo e período de uso. Medidas de segurança praticamente não existem e desde o primeiro dia da pandemia não disponibilizaram nenhuma campanha de testagem. A direção golpista da Caixa não divulga dados oficiais de empregados infectados, mas, somente no estado de São Paulo, sabe-se de ocorrência em dezenas unidades de trabalho.

Os funcionários terceirizados de unidade, com casos de contágio, não estão recebendo dispensa das atividades e não há adequada desinfecção das áreas comuns de uso dos clientes. Além disso, há por parte da direção golpista da Caixa uma maior exploração dos seus funcionários; há empregados chegando 7 horas da manhã para organizar as filas antes da abertura das agências às 8 horas, mesmo os que estão em home office chegam a trabalhar 12 horas para atingir os resultados, e para piorar o banco introduziu o trabalho aos sábados, passando, inclusive, por cima da legislação que garante ao bancário 30 horas semanais de trabalho.

E agora, para piorar o que já está muito ruim, a direção do banco determinou que os bancários das agências devem atingir 120% das metas de venda de produtos bancários. Tal medida é um verdadeiro absurdo em se tratando da Caixa Federal responsável em atender milhões de brasileiros, em tempos de pandemia, que precisam sacar o auxilio emergencial e o FGTS. Todo mundo sabe que as agências da Caixa são um verdadeiro inferno, tanto para os funcionários, quanto para os clientes, que são obrigados a suportar horas e horas de filas para serem atendidos. Situação de inteira responsabilidade da direção do banco e do governo ilegítimo de Bolsonaro, que reduziu drasticamente o número de funcionários, por um lado, e centralizou todo o pagamento do auxílio emergencial apenas na Caixa, política que favorece apenas os banqueiros privados.

Contra as medidas da direção da empresa, é necessário que as organizações de luta dos bancários preparem imediatamente uma verdadeira mobilização. A política de “pressionar” os banqueiros e o governo Bolsonaro sem mobilizar os trabalhadores é um beco sem saída. Realizar congressos, assembleias virtuais da categoria, ou mesmo utilizar medidas apenas institucionais, em nada afetará a ofensiva reacionária dos patrões. A única medida que os banqueiros entendem é a mobilização nas ruas, através dos seus métodos tradicionais de lutas, greves, ocupações, etc. Se os trabalhadores podem trabalhar, também podem se manifestar.

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