Crise dos golpistas?
Frente as investigações contra o chefe, os ratos estariam pulando do barco? Vladimir Kuhl Teles pulou!
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A exoneração de Teles foi publicada no Diário Oficial da União | Foto: Jefferson Rudy/Agencia
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A exoneração de Teles foi publicada no Diário Oficial da União | Foto: Jefferson Rudy/Agencia

No bojo da atual etapa de crise política do governo fascista de Jair Bolsonaro (sem partido), o subsecretário de Política Macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles, deixou o cargo, em mais uma partida recente nos quadros do Ministério da Economia. A exoneração teria se dado por pedido do próprio Teles, conforme portaria de 13 de agosto publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. A debandada que engloba os pedidos de demissão dos secretários especiais Salim Mattar (Desestatização) e Paulo Uebel (Desburocratização), levou o ministro Paulo Guedes a reconhecer um esfacelamento da sua equipe.

É preciso lembrar que as alas do governo então em embate aberto. Neste sentido, o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, esta sendo investigações sobre fraudes em fundos de pensão, no âmbito da Operação Greenfield. Até agora, Guedes foi blindado, mas o fundo Funcef, dos funcionários da Caixa Econômica Federal, perdeu cerca de R$ 22 milhões em negócios com Guedes.

Até agora, a defesa de Guedes alegou que faltam provas para a investigação do MPF, entrando com Habeas Corpus que foi aceito pelo desembargador responsável. O magistrado interrompeu a investigação por 40 dias, porém, o MPF enviou um parecer de que ainda nem começou a analisar as provas, e, assim, estaria muito cedo para afirmar qualquer coisa que anule o processo.

Frente as investigações contra o chefe, os ratos estariam pulando do barco?

Em julho, abandonaram o governo o então secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, e o diretor de programas da Secretaria Especial de Fazenda, Caio Megale. O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, também pediu demissão. Antes disso, o então secretário especial de Comércio Exterior, Marcos Troyjo, havia saído do cargo para assumir, em maio, a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics.

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