Massacre nos presídios
Um em cada 60 presos nas cadeias do Rio Grande do Sul está ou esteve com coronavírus. No total, são 662 infectados, entre homens e mulheres
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Presídios, campos de concentração permitidos ilegalmente pelo Estado brasileiro | Reprodução

Dados divulgados pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seapen), nesta quinta-feira (23), atestam que um em cada 60 presos no Rio Grande do Sul está ou esteve com coronavírus. No total, são 662 infectados.

Atualmente, 443 presos estão com a doença, entre homens e mulheres. Destes, 381 estão nas “áreas de vivência”, que são locais de triagem. Outros 217 estão recuperados e duas pessoas morreram em decorrência de infecção. 60 casos são tidos como suspeitos.

A unidade prisional com maior número de infectados é a Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas, com 113 doentes neste momento. Um em cada 22 detentos está com a doença. A segunda com maior número é o Instituto Penal de São Leopoldo, 67, seguido do Presídio Estadual de Lajeado, 22.  Outras onze prisões têm pelo menos 1 doente.

O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado do Rio Grande do Sul (Amapaergs), Paulo Felipe Basso dos Santos, oferece um quadro da situação da evolução da doença no sistema prisional do Rio Grande do Sul. Em suas palavras, “estamos bastante preocupados e apreensivos com a dimensão que está tomando a contaminação por COVID-19 nas cadeias do Rio Grande do Sul. A cada dia, mais casos são divulgados. Se entrar em colapso o sistema, não são só os servidores penitenciários e os presos que vão perder, mas toda a sociedade. E estamos sentindo muita letargia por parte do governo”.

As prisões brasileiras, que eram conhecidas como “masmorras medievais”, estão se tornando um inferno ainda maior no contexto da pandemia do coronavírus. Observa-se o avanço da contaminação nos presídios e a morte de presos, o que é aproveitado para aliviar a superlotação do sistema e para a abertura de novas vagas.

Os governos burgueses veem na pandemia uma janela de oportunidades. As mortes servem como paliativo para o problema da superlotação. O pretexto da pandemia é utilizado para aterrorizar os presos e suas famílias, no sentido de aprofundar a repressão e retirar uma série de direitos democráticos previstos na legislação.

A esquerda e os movimentos sociais devem reivindicar a soltura de todos os presos neste momento de pandemia. Cometer um crime não significa entrar no corredor da morte, isto é, não pode significar uma sentença de morte pelo COVID-19. Se não há condições para proteger a população prisional da doença, o que se deve fazer é proceder à soltura imediata para resguardar suas vidas e de suas famílias.

Mais uma vez, comprova-se a tese de que não há qualquer sentimento humanitário por parte da burguesia e seus governos, que mantém a população encarcerada mesmo que isto signifique uma morte certa.

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