Oligarca mal-disfarçado
O governador Cid Gomes sai em defesa do seu exemplo de governo, o de Bolsonaro
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Cid, o cavalo de troia, enquanto discursava em um comício do PT a frase: "O Lula tá preso, babaca" | Foto: Reprodução/Internet

Essa semana o senador Cid Gomes (PDT), irmão de Ciro, veio a público para se posicionar contra o impeachment do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, com a sutil “critica” de que ele é “despreparado”, mas... mesmo assim, não vale um impeachment. O que mostra claramente o caráter fascista da oligarquia dos Ferreira Gomes e seu apoio ao governo.  

“Eu, pessoalmente, sou contra. A nossa democracia é muito recente, pouco tempo contínua. Ela requer um aprendizado, e o mecanismo de afastar, pressão, impeachment, sempre foi usado por forças dominantes no país”, é sua declaração. Logo após, coincidentemente, dos seus apadrinhados do PSDB terem se colocado contra a derrubada do governo. 

Primeiro, ao afirmar que é “pessoalmente” contra, o senador do Ceará omite que é politicamente contra. Não tem nada a ver com um problema democrático, o Gomes (ou melhor, os…) só está preocupado com as carreiras políticas da oligarquia a qual pertence, principalmente em torno da frente ampla, onde querem se colocar na cabeça da “esquerda” mal disfarçada. 

O senador, também, não se mostrou tão preocupado com a questão democrática no golpe de Estado dado em Dilma Rousseff (PT), em 2016. Que, de fato, abalou todas as estruturas democráticas do país. Também não apareceu com todo esse espírito democrático quando subiu em um comício do PT, nas eleições de 2018, para gritar que apoiava a prisão de Lula. E, inclusive, cujo Bolsonaro não é nada apenas que resultado inesperado dessas operações totalmente antidemocráticas.  

Se o governador estivesse minimamente preocupado com algum tipo de democracia, colocaria-se pela derrubada de Bolsonaro desde o começo. Agora, com o presidente fascista ameaçando o país constantemente de golpe militar e matando mais de 40.000 pessoas – segundo os dados oficiais até o momento, na pandemia de coronavírus – o argumento é plenamente insustentável. Não passa de um conluio com o golpe militar e o genocídio. E também, como o senador é o “Rei” do Ceará, ele é parte da “elite dominante” da qual critica. 

É necessário dizer, também, que Cid Gomes é porta-voz das reais opiniões de Ciro. Eles não divergem em nada, já que tem os mesmos objetivos políticos. Apenas que um tem uma posição política mais confortável, já que se coloca em um alto cargo no aparato estatal, e outro está fazendo ainda suas manobras políticas e buscando manter suas aparências.  

É imprescindível denunciar o caráter fraudulento da oligarquia dos Ferreira Gomes, que posam de esquerdistas quando convém, mas não passam de direitistas fascistoides 

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