Caça ao PT: PM de Piracicaba rouba material de campanha da ex-presidenta da APEOESP, professora Bebel

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Da redação – A Polícia Militar de Piracicaba, seguindo ordens da ditadura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Superior Tribunal Federal (STF), apreendeu nesta quinta-feira, 28, cerca de 36 mil materiais de campanha, entre santinhos, cartazes e bandeiras de propaganda eleitoral do PT com o argumento de que os mesmos contêm a foto de Luiz Inácio Lula da Silva, ex-candidato que foi impugnado por ser um preso político da operação golpista Lava Jato. Os materiais eram da candidata a Deputada Estadual, a Professora Bebel, presidenta licenciada e eleita pelos professores do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), configurando assim, um avanço na perseguição política nas camadas mais baixas da sociedade, agora aos professores.

Primeiramente devemos frisar que o PCO vem alertando aos trabalhadores que devemos lutar contra o golpe que derrubou Dilma Rousseff, bem como lutar contra a prisão (e agora, pela liberdade) de Lula, e que, essas arbitrariedades se mantendo sem resistência, já estão chegando a todo o povo.

Fato é que esse momento ditatorial chegou, pois, apenas nos últimos dois dias, em cinco estados foram apreendidos materiais: Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Paraná, assim como sedes foram invadidas pela PM, e, respaldada pela lei burguesa, o braço armado da burguesia vem agredindo trabalhadores que defendem Lula. O caso mais recente e fascista foi a Guarda Municipal de Curitiba que atirou à queima roupa contra o candidato do PT, prendeu o companheiro por panfletar, arrastando-o para dentro da viatura, e também o da coordenadora do acampamento Marisa Letícia no dia 7 de setembro, com a mesma acusação de andar com faixas em defesa de Lula nas ruas.  

No caso de Piracicaba, o material estava no comitê da candidata a deputada estadual Professora Bebel, e, após a apreensão, foi encaminhado à sede da Polícia Federal. Os membros do partido que estavam no comitê no momento da ação dos fascistas questionaram a falta de mandado de busca e apreensão e a situação de flagrante, usada pela repressão como justificativa.

O advogado e colaborador da campanha, César Pimentel, denunciou que o material estava guardado e não chegou a ser distribuído: “Os santinhos foram confeccionados quando o Lula ainda era candidato, mas foi recolhido após a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que impugnou a candidatura”. Pimentel disse ainda que os PMs chegaram ao comitê alegando que receberam denúncia de um pedestre, uma armação total, já que o tribunal liberou o confisco, então, a polícia se preparou para colocar em ação em todo o Brasil como as matérias da imprensa comprovam. Faltou apenas o mandato, pois gostam mesmo de usar da força para colocar os trabalhadores na defensiva.

O coordenador de campanha Ronaldo Almeida informou que o material foi todo recolhido após a impugnação da campanha do ex-presidente e que não chegou a ser distribuído, porém, reafirmando ainda mais a ação dos verdadeiros fascistas que a população deve temer e enfrentar de forma organizada, os policiais ignoraram a denúncia que estavam invadindo uma área restrita e foram para os fundos do comitê roubar os materiais. “Com a mudança do nosso candidato majoritário, este material foi recolhido para o comitê e estranhamente fizeram esta apreensão. Ao todo, foram apreendidos pouco mais de 36 mil exemplares, a maioria santinhos”.