Defesa da beligerância
Em matéria publicada pela revista Veja, George W. Bush aparece como um avalizador da vitória eleitoral de Joe Biden. Obviamente, nem Veja nem Bush representam ideais democráticos.
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Joe Biden em homenagem às vítimas do atentado de 11 de setembro durante campanha eleitoral. | Foto: governorandrewcuomo/Fotos Públicas.

Em primeiro lugar, não é preciso muito esforço para lembrar a atuação golpista da revista, que se notabilizou por publicar denúncias bombásticas contra o Partido dos Trabalhadores (PT). Sem fundamentação material, esse veículo de imprensa da burguesia intensifica sistematicamente sua propaganda de direta e extrema-direita nos períodos eleitorais, buscando intervir e influenciar os resultados.

Agora, no espectro político atual dos EUA, qual figura seria menos representativa de alguma ilusão democrática do que Bush? Um político que chegou à presidência do país por meio de uma eleição notadamente fraudulenta. O epicentro da crise eleitoral no ano 2000 foi o estado da Flórida, governado naquele momento justamente pelo irmão de George, Jeb Bush. Bush levou a Flórida por 537 votos, ou 0,009%, com milhares de votos não contabilizados e um pedido de ampla recontagem recusado pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

Seu concorrente na ocasião, Al Gore, alimentava ilusões em parte da esquerda estadunidense em especial por sua demagogia ambientalista. O ex vice-presidente nos governos de Bill Clinton simplesmente capitulou e referendou a vitória do herdeiro político de George H. W. Bush (presidente dos EUA durante a Guerra do Golfo).

Seu governo ficou marcado pela chamada Guerra ao Terror após a derrubada das Torres Gêmeas nem Nova Iorque em 2001. Conservador religioso, chegou a declarar uma “Cruzada contra o Terror”, fazendo referência às cruzadas cristãs ocorridas quase mil anos antes. Assim como as cruzadas originais, a cruzada do Século XXI tinha objetivos políticos e econômicos. O oriente médio, que no passado era uma rota comercial fundamental para a Ásia, passou séculos depois a despertar a ganância dos europeus e norte-americanos por abrigar gigantescas reservas de petróleo.

Após dois anos bombardeando o Afeganistão, numa guerra onde os estadunidenses não conseguiram estabelecer sua ocupação, veio a invasão do Iraque, que destruiu grande parte de um dos países mais industrializados da região. Estima-se que só essa guerra e seus efeitos posteriores ceifou a vida de um milhão de iraquianos.

Como de praxe, ambos os países destruídos pelos EUA sob pretextos democráticos não encontraram estabilidade política desde então. No Iraque governado pelo caos surgiu o grupo autodenominado Estado Islâmico do Iraque e da Síria, depois chamado apenas de Estado Islâmico, que foi usado na tentativa imperialista de derrubar o presidente sírio Bashar Al-Assad, empreitada interrompida com o auxílio do exército russo.

O fato de que uma figura nefasta como George W. Bush, um verdadeiro genocida, tenha apoiado e agora procure respaldar a vitória eleitoral do candidato do partido que concorreu com o seu próprio (Bush é do Partido Republicano e não do Democrata) mostra que Biden representa os interesses mais criminosos do imperialismo norte-americano.

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