Volta às aulas
Os proprietários da escolas particulares têm pressionado pela retomada das aulas, com o único intuito de preservar seus negócios. Dória anunciou planos de reabertura.
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Sala de aula de uma escola particular. | Getty Images.

Os proprietários das escolas particulares estão pressionando para que as aulas sejam retomadas em meio à pandemia do COVID-19. A preocupação é a preservação dos negócios da burguesia e de seus lucros.

Dois colégios da elite paulistana, o Colégio Dante Alighieri e o Colégio Bandeirantes, firmaram convênios com o Hospital Albert Einstein e o Sírio-Libanês. Os dois hospitais vão ajudar na elaboração de um protocolo de saúde para a retomada das aulas e nos investimentos para a adequação da estrutura escolar. É importante destacar que estes hospitais são centros de excelência na área da saúde, mas seu atendimento é restrito para parcelas ínfimas e endinheiradas da população. Além disso, estes dois colégios são responsáveis pela formação da burguesia e em nada condizem com a realidade das escolas públicas do país.

O governador João Dória (PSDB), anunciou a retomada das aulas no dia 07 de setembro em toda a rede pública do estado de São Paulo. No total, são quase 3 milhões de casos confirmados e aproximadamente 100 mil mortes registradas em virtude da doença. No momento em que a pandemia está totalmente fora de controle, Dória quer reabrir as escolas e expor as crianças, adolescentes, professores, funcionários da educação e pais de alunos ao risco de infecção e morte. Diversos prefeitos estão sob essa mesma orientação política, que em nada difere da linha defendida por Jair Bolsonaro, desde o início da pandemia, de “deixar morrer quem tiver que morrer”.

A volta às aulas neste momento vai causar o aumento exponencial das contaminações e, por consequência, das mortes. Há previsões de que o número de casos pode triplicar rapidamente. Em diversos países, a reabertura das escolas foi seguida do aumento de contaminações e, logo, do fechamento das mesmas. A burguesia, que tem condições de se utilizar de hospitais privados, pagar por testes e realizar o isolamento social, se preocupa em evitar a falência generalizada de seus negócios, mesmo que a vida da esmagadora maioria da população seja um preço a se pagar. Os representantes políticos da burguesia já iniciaram o desmonte da pouca infraestrutura de atendimento à população que foi criada, justo no momento em que a pandemia se alastra rapidamente e ocorre uma média de mil mortes diárias.

Os bancos e os grandes capitalistas nacionais e internacionais, que estão no topo da pirâmide econômica, procuram organizar a retomada das atividades econômicas. Não são os pequenos capitalistas que pressionam para a retomada das atividades e o fim do isolamento social. Pelo contrário, os maiores interessados são os grandes, que dominam a economia e não podem permitir que o capitalismo entre em estado de falência.

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