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Burguesia já decidiu: Lula vai ser preso

No último dia 6, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) publicou o acórdão do julgamento fraudulento do ex-presidente Lula. De acordo com o documento, a defesa de Lula terá até o dia 20 de fevereiro para entrar com os Embargos de Declaração, que são esclarecimentos que a defesa pode solicitar do tribunal. Desse modo, a partir do dia 21, os embargos já poderão ser julgados pelo tribunal. Caso os embargos sejam rejeitados, a condenação decretada pelo TRF-4 em 24 de janeiro passa a ter validade e Lula poderá ser preso a qualquer momento.

A prisão de Lula não é mais apenas uma possibilidade dentro do cenário político – ela é a mais provável e a mais desejável pela burguesia que deu o golpe de Estado em 2016. O golpe dado para impor a reforma trabalhista, a reforma da Previdência, a entrega da Petrobrás, entre tantos outros saques, precisa colocar o maior líder popular do País atrás das grades para avançar. Para os golpistas, não basta impugnar a candidatura de Lula e impedi-lo de se candidatar às eleições presidenciais. É necessário prendê-lo, de forma a impor uma enorme derrota ao movimento operário e à conquista dos direitos democráticos.

A prisão de Lula, embora cumpra um importante papel em impedir que a esquerda participe das eleições, também significará a perseguição política a todo e qualquer militante do movimento operário e popular. Afinal, se for possível prender alguém que lidera as pesquisas de intenção de voto e que mobilizou dezenas de milhares de pessoas em sua defesa nos dois atos de Curitiba e no ato de Porto Alegre, prender um sindicalista de projeção local ou um político com uma base puramente artificial não será um problema para os golpistas.

Diante disso, a prisão do ex-presidente Lula não poderá ser admitida, em hipótese nenhuma, pela classe trabalhadora e por todos aqueles que lutam contra o golpe. É necessário criar centenas de comitês de luta contra o golpe, ampliar os já existentes e realizar uma intensa agitação sob a palavra de ordem de “não deixar prender”. Além disso, é necessário ocupar a cidade de São Bernardo do Campo, onde reside o ex-presidente Lula, e realizar uma mobilização permanente para impedir que qualquer carro da Polícia Federal sequer passe em sua rua.