Genocídio
A burguesia em pleno início de férias escolares se mobiliza para condenar milhares a morte no Brasil, para que seus lucros em meio a crise capitalista aumente
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Sala de aula | Foto: Reprodução

Chegou o final de 2020, período de férias escolares após 8 meses de pandemia do Covid 19, que chega em Dezembro com quase 200 mil mortos, em razão das políticas genocidas dos governos burguieses e dos capitalistas. O crime é enorme contra o povo brasileiro e se, educadores, estudantes e seus pais deixassem as escolas serem reabertas neste ano de 2020, estaríamos provavelmente chorando a morte de mais de 300 mil pessoas. No entanto, a burguesia que viu seus planos de rabertura das escolas serem afetadas pelas eleições municipais deste ano, já que muitos golpistas temiam que a imposição da volta as aulas impusessem derrotas em seus planos. As eleições passaram e a burguesia e seus representantes fascistas já despejam munição para garantir a volta as aulas em fevereiro do próximo ano.

Após as eleições os golpistas voltaram a anunciar a subida da contaminação e das mortes no país, numa clara demonstração de todas as manipulações eleitorais realizadas nos meses que antecederam as eleições municipais no país para maquiar os dados e favorecerem a direita no pleito fraudado de novembro.

De acordo com importantes órgãos imperialistas como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a suspensão das atividades escolares provocada pela pandemia do novo coronavírus está causando impactos na economia mundial que podem durar até o final do século e podem levar a uma perda econômica de até 1,5% na economia global. De acordo com os economistas imperialistas que ajudaram na elaboração do estudo, esse efeito não será notado em curto prazo, mas os impactos econômicos serão sentidos por muitos anos. Ou seja, a burguesia mundial não está preocupada com as milhões de mortes pela Covid 19 em todo o mundo e os capitalistas com negócios no Brasil não querem saber das 200 mil mortes que atingiremos ainda em 2020, com a enorme aceleração da contaminação anunciada pelos órgãos de saúde nas últimas semanas.

Em São Paulo, mais especificamente na cidade de São Paulo, o governo municippal havia anunciado no começo de outubro que 20% dos alunos já tinham anticorpos, seguindo o que foi identificado no inquérito sorológico das crianças feito na cidade. O estudo mostrou que 18,4% do estudantes da rede municipal já teriam sido infectados com a covid 19, naquela ocasião a estimativa era de que 244.242 alunos já haviam desenvolvido anticorpos para a Sars-Cov-2. No entanto, este dado que o governo Bruno Covas queria usar na capital paulista a favor da volta as aulas m 2020, frente as mais recentes descobertas da ciência, foram por terra, visto que em média, as pessoas infectadas que se curaram da primeira contaminação, ao longo dos 4 ou 5 meses seguintes passam a perder a imunidade adquirida, tendo mais chances de uma nova recontaminação.

Então esta é uma conta simples de ser feita, a reabertura das escolas em fevereiro de 2021 com a mais alta taxa de contaminação que se chegou no período presente ampliará numa escala muito maior o crime genocida que o país vive. O que na verdade demonstram os dados acima é que o risco da mortalidade subir na cidade de São Paulo pode ser de até 4 vezes, já que 80% das crianças não tiveram contato com o vírus e as que tiveram vão perdendo a imunidade ao longo dos meses.

A pressão para que a Rede Privada de Ensino possa funcionar em plena pandemia, pressiona ainda mais o retorno das Redes Públicas de Educação sob o argumento de que a rede privada está sendo destruída pelos prejuízos econômicos e que a rede pública não possui recursos para aulas a distância.

É preciso caracterizar a política geral de reabertura defendida como a política do imperialismo, e seus variados organismos internacionais (OCD) ou mesmo “nacionais” como o grupo “Todos pela educação”, financiado pelo Banco Itaú, Fundação Lemmans entre outros interessados capitalistas, nada apresentam na realidade de científico eles buscam apenas os interesses financeiros da burguesia. A situação torna urgente convocar os estudantes, professores, comunidades escolares e trabalhadores a não se confundirem com a propaganda mas mobilizarem-se contra a política assassina de retomada das aulas. Volta as aulas só com vacina! Volta as aulas só com povo imunizado!

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