Volta às aulas
Imprensa capitalista faz companha pelo aumento genocídio ao forçar volta as aulas sem imunização em massa da população pela vacina
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As escolas brasileiras não oferecem condições mínimas de segurança, retorno as aulas é genocídio | Foto: Laís Semis

Segue a campanha genocida da burguesia, através da imprensa capitalista, pelo retorno às aulas presenciais em 2021, mesmo em meio a pandemia do coronavírus e sem perspectivas concretas de imunização ampla pela vacinação da população. Da maneira mais cínica, a imprensa capitalista justifica a campanha de morte com o argumento de que é necessário suprir o déficit educacional causado pelo fechamento das escolas para o bem dos estudantes. Naturalmente um engodo, a burguesia quer o retorno às aulas para reativar um setor da economia capitalista que foi parcialmente destruído com o fechamento das escolas, mesmo que para isso coloquem em risco e condenam a morte um grande número de estudantes, professores, funcionários e familiares.

Conforme publicado pelo jornal golpista Estado de S. Paulo, em matéria do último dia 25, uma pesquisa do Instituto Península, mostrou que 65% dos professores, das redes pública e privada, defendem o fechamento das escolas enquanto durar a pandemia. Na rede pública esse índice é de 60%, enquanto na rede privada alcança 40%. O jornal quer dar a entender, no entanto, que o ônus do fechamento é maior, já que 60% dos professores, segundo o mesmo instituto, reconhecem que os estudantes, sobretudo na rede pública, não evoluíram nada no conteúdo escolar durante o fechamento. O retorno às aulas seria assim uma medida democrática, de reparação para os que foram mais prejudicados com o fechamento das escolas.

Deliberadamente, a campanha da imprensa não apresenta estudos que indiquem o impacto da volta às aulas presenciais na difusão do vírus e o consequente aumento de vítimas fatais, isso num dos países mais afetados, em que a política dos governos de deixar o povo à míngua, que é parte da política de austeridade, levou a um dos mais espantosos massacres que já sofreu povo brasileiro, com mais de 200 mil concidadãos vitimados pelo vírus, mas principalmente pelo descaso do poder público.

Para se contrapor a extraordinária rejeição dos profissionais da educação, estudantes, familiares e a sociedade em geral a volta às aulas presenciais, a burguesia, que nunca se preocupou com a educação do povo, ao contrário sempre dilapidou-a, apresentou a necessidade de reparar o prejuízo educacional como uma das justificativas do retorno, além disso, apresentam como meio de o ensino híbrido, presencial e virtual como um meio de também vencer a resistência.

O ensino híbrido, logicamente não é apenas uma justificativa, mas atende a interesses de poderosos setores capitalistas ávidos de lucrar com a venda de tecnologia para a nova realidade. As escolas, principalmente, nesse primeiro momento, as particulares veem na iniciativa a possibilidade de reduzir custo com pessoal, notadamente os professores. Assim, apresentam o ensino híbrido como um meio de reduzir a circulação, uma vez o estudante acompanharia alternadamente as aulas de casa em um dia e em outro na escola, ficando a escola com um número reduzido, 50% por exemplo, de pessoas na escola presencialmente, enquanto as outras 50% estariam acompanhando remotamente..

No caso das particulares é evidente que o que ocorrerá é que as escolas irão aumentar sem as devidas condições o número de estudantes, colocando mais estudantes do que a escola tem capacidade, assim colocam 80%, por exemplo presencialmente e mais 80% a distância o que possibilita a escola ter muito mais alunos do que a capacidade física da mesma, fazendo com que um professor que tem uma sala de aula de 35 alunos, tenham presencial e remotamente 70 alunos, por exemplo. Esse é o interesse das particulares, dentre outros que não tem nada haver com a saúde dos estudantes e funcionários. Já na escola pública, o ensino híbrido é ainda mais farsesco, uma vez que uma parte significativa dos estudantes não têm os meios tecnológicos para tal e as escolas também não.

A grave crise sanitária e o extraordinário agravamento da mesma, que a abertura das escolas sem a vacinação em massa e o fim da pandemia acarretará necessariamente, ficam completamente escamoteados na campanha genocida da imprensa capitalista.
Também não é destaque na campanha da imprensa burguesa as condições materiais das escolas públicas e grande parte das particulares, que não oferecem nem mesmo mínimo das condições exigidas pelos próprios órgãos estatais para o retorno às aulas num ambiente minimamente seguro.

A crise do Covid-19 mostrou claramente que a burguesia golpista de conjunto, tanto a extrema-direita bolsonarista, quanto a dito centro político, a burguesia tradicional, não constrange em deixar morrer uma parte significativa da população nacional simplesmente para manter manter o “equilíbrio fiscal” do Estado, que atende somente aos interesses dos banqueiros e especuladores. Também não se constrange em condenar a morte um sem número de pessoas se for para garantir os negócios e o lucro dos grandes capitalistas.

Retorno às aulas é um crime contra a população. É preciso barrar a política genocida, os trabalhadores e suas organizações devem discutir um plano de vacinação massiva da população que envolva uma campanha de esclarecimento e um plano de acompanhamento pós-vacinação. As organizações dos trabalhadores e da sociedade civil em geral têm formar um comitê para acompanhar a pesquisa e a eficácia e segurança da vacina e da vacinação; exigir do governo vacinação como direito, ou seja, disponível para todos o mais rápido possível.

Somente com a imunização em massa é que a escola pode voltar a funcionar.

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