Privatização resolve a crise?
A Folha publica um artigo que evidência toda a crise financeira, mesmo antes do vírus, para colocar Bolsonaro na linha. Ou seja, para piora-lá e jogá-la nas mãos trabalhadoras
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São Paulo (SP), 15/06/2018 - Personagem: Paulo Guedes. Foto: Silvia Zamboni/Valor/Agência O Globo
Ministro da economia, com o qual a Folha busca "polemizar" defendendo o mesmo projeto. | Foto: Reprodução

Um artigo publicado em um dos mais polidos veículos da imprensa burguesa, O Estado de São Paulo, reúne uma série de informações para apontar que o Brasil já estava em uma intensa crise antes do coronavírus, culpabilizando a falta de política econômica e o populismo eleitoreiro e o regime Bolsonarista. Mesmo em meio a um mundo de crise capitalista fortemente acentuada, o articulador explica que o governo de Bolsonaro é um desastre. No entanto, para fazer juz à tradição da dita imprensa, ele exige que isso seja “resolvido” por meio de mais neoliberalismo, embora tenha sido exatamente isso que levou a tamanha crise. 

Entre recessão e populismo foi publicado no dia 2 deste mês de setembro para fortalecer a saída completamente distorcida da burguesia para a crise financeira. Antônio Carlos Pereira, diretor de opinião, já começa criticando a famigerada fala de Guedes: “Estamos decolando em V”. Para o jornalista, assim como para a Causa Operária, é uma tremenda farsa apontar que estamos perto de qualquer recuperação econômica. O ministro da economia usa-se do vírus, a qual de fato colaborou para afundar mais ainda a crise capitalista, para impor medidas que destruíram mais ainda a economia, na tentativa de salvar os bancos e as empresas. Como aponto a matéria, estamos no meio de uma enorme hecatombe financeira segurada pela classe trabalhadora. Em agosto já eram cerca de 40 milhões de desempregados, “mais que o dobro da população chilena”, bem como, no segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) teve seu maior tombo desde 1996, despencando em 9,7%.

O falso “otimismo” de Guedes não tem nenhuma base concreta. Mesmo antes do coronavírus a economia encolheu 2,5% no primeiro trimestre de 2020 de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Superando a estimativa de contração de 1,5%. Antônio também enfatiza que o PIB cresceu apenas 1,1% em 2019. Portanto, independente do vírus, o Brasil já estava sobre o risco de recessão. Agora, com a brusca queda de 9,7% entre abril e agosto, ela se completa. A condição dos brasileiros juntamente com dados setoriais, já apontavam para o quadro de crise sem precedentes atingido. 

Para fortalecer seu argumento, o instrumento da burguesia aponta ainda a situação internacional, utilizada por Guedes para defender que é um problema geral a ser superado. “O PIB das sete maiores economias capitalistas diminuiu 10,8% nesse período. Alguns países desse grupo tiveram desempenho bem pior que essa média.”. Nesse âmbito, a Folha aponta que mesmo indicando a crise internacional, Guedes não aponta nenhuma solução, mas ela indica alguma forma de superação economia? Não, a única proposta apresentada foi a de que devemos dinamizar a formação de capital fixo com privatizações, atração de capital para obras e animação do setor privado.

Pois bem, se não fosse a política neoliberal de Guedes, bem como o Golpe que elegeu Bolsonaro apoiado pela mesma Imprensa, o Brasil não estaria nesta situação. Acusando o governo Bolsonaro de investir “pouco”, nas máquinas, equipamentos e obras, especialmente pela suposta falta de dinheiro na crise, a alternativa da burguesia é esfolar completamente o trabalhador para salvar seus lucros, esse é seu objetivo. Mas essa criminosa saída não vai funcionar, isso não dribla a crise histórica capitalista, pode apenas diminuir seus efeitos a curto prazo para os capitalistas, enquanto conseguem jogar seu peso sobre os ombros dos trabalhadores, porém a longo prazo a economia não vai se recuperar de modo algum. 

A única alternativa é a mobilização da classe trabalhadora, ao invés de aceitar seus direitos sendo sufocadas com a privatização e o genocídio, ela deve se organizar e tomar o poder para si. Expropriar todas as grandes propriedades privadas e estabelecer um governo dos trabalhadores. Nesse momento, se torna necessário lutar contra o Golpe e pela candidatura de Lula, capaz de unificar o povo em torno da derrubada tanto da extrema direita – representada por Bolsonaro e os militares, como também de toda direita golpista e genocida que se esconde através de seu monopólio de imprensa.

 

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