Burguesia criou dois espantalhos na eleição: Bolsonaro e Haddad

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Para criar uma situação artificial que permita classificar seu (s) candidato (s) para o segundo turno das eleições, consumando a fraude do processo realizado sem a presença do candidato preferido pela maioria do eleitorado, o regime golpista, além de manter Lula na cadeia, cassar sua candidatura e impedir sua presença na campanha eleitoral está realizando uma verdadeira campanha de terror em que procura assustar uma parcela do eleitorado (principalmente a classe media sensível à campanha terrorista da imprensa golpista, bem como outros setores mais atrasados da população) de que haveria um enorme perigo de que o segundo turno das eleições seja disputado entre dois pólos extremos: a direita, representada pela chapa militar, defensora do golpe militar,  Bolsonaro-Mourão e a esquerda, com o candidato substituto de Lula, indicado pelo  PT, Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo.

O objetivo dessa campanha é procurar pressionar os chamados setores de centro-direita, na realizada os mais poderosos aparatos da direita burguesa, golpista e pró-impeirlaista, a se unificarem em torno de uma candidatura  que lhes garanta chegar ao segundo turno e eleger, com novas manipulações no segundo turno, o candidato preferencial dos golpistas, que leve adiante os ataques iniciados pelo governo golpista de Temer e toda a quadrilha que ocupa o Executivo e domina o Congresso Nacional e o Judiciário.

Nesta operação, as pesquisas, longe de serem instrumento de medida de opinião, são um instrumento de indução, de manipulação da vontade de uma parcela reacionária e, depois, de uma possível maioria da população.

Dar crédito a tais levantamentos, encomendados, patrocinados, realizados e divulgados por empresas capitalistas, é uma enorme equivoco político da parte de setores da esquerda e significa aprofundar capitulação ocorrida no caso da substituição de Lula, diante das enorme pressões recebidas.

Usam Bolsonaro e Haddad como espantalhos para atrair votos, principalmente, para a coligação direitista encabeçada pelo governador Geraldo Alckmin, ou seja, buscar convencer que é preciso votar em Alckmin e não em Bolsonaro para que a esquerda não ganhe no segundo turno; ao mesmo tempo que tentam convencer parte dos eleitores de Haddad, que é preciso apoiar Alckmin ou Ciro, para ter melhores condições de derrotar o espantalho direitista, Bolsonaro.

A presença desses candidatos usados como espantalhos, na frente das pesquisas, manipuladas pela direita, cumprem esse papel enganador e servem também para impedir que haja uma luta generalizada contra a fraude e contra o golpe, começando com a liberdade de Lula, que só pode ser conquistada como uma mobilização revolucionária, nas ruas.

É preciso desmascarar esta farsa, que busca garantir a fraude total das eleições, já fraudadas com a cassação de Lula, pois eleições sem Lula é fraude.