Política de terra arrasada
Burguesia cobra as promessas de privatização total e Ministério da Economia diz que 2021 será o ano de venda de tudo
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
privatizacao petrobras petroleo
Governo anuncia 2021 como o ano das privatizações | Foto: Reprodução

O governo Bolsonaro está sendo pressionado para acelerar a política de privatizações e destruição do Estado brasileiro. A burguesia tem dado apoio ao governo por conta das promessas de privatização total. O atraso na entrega do que o governo prometeu está deixando os capitalistas nervosos.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, em reunião com a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – Abrapp, realizada no dia 17/11, afirmou que o ano de 2021 entrará para a história do país como o ano das reformas. E fez comparação com o governo FHC, citado por ele como o governo que mais privatizou, mas lembrou que no primeiro ano isso aconteceu mais lentamente. Foi enfático ao dizer que “Vamos privatizar os Correios, a Eletrobrás, e vamos fazer a concessão do porto de Santos” (UOL, 17/11/20).

Com o resultado das eleições municipais e já preparando as eleições nacionais, a burguesia reforça as ameaças e as cobranças. Quer mais garantia de que irá pilhar os cofres públicos. Por isso o ministro da Economia, Paulo Guedes, já começou a usar de armas de terrorismo sobre a economia nacional. “O Brasil pode ir para uma hiperinflação muito rápido, se não rolar a dívida pública satisfatoriamente.” Afirmou o ministro na semana passada em evento da Controladoria-Geral da União. Disse isso para tentar convencer sua plateia de que a emissão de moeda e mais gastos sociais podem gerar descontrole e crise. (Estadão, 16/11/20)

Nesta semana também foi anunciado, pela Petrobras, a venda de 50% dos direitos sobre uma das áreas mais produtivas em extração de petróleo e gás, o Polo de Marlim, na Bacia de Campos (DCO, 18/11/20), em operação que está sendo conduzida pelo Scotiabank, financeira canadense presente no Brasil desde a década de 1970.

Apesar de ter aparentemente entrado em atrito com o deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ) sobre os prazos para a agenda de privatizações, o que estava em jogo não era privatizar ou não, mas o que o presidente da Câmara dos Deputados queria era ter uma fatia maior no protagonismo das entregas ao capital financeiro. Acertado isso, com o deputado mais envolvido na privatização e sendo mais ouvido pelo Poder Executivo, as privatizações voltarão a se acelerar em 2021. E ninguém estranhe se isso for feito em rolo compressor com a participação de parte importante da esquerda institucional.

No Congresso Nacional, a Auditoria Cidadã da Dívida tem denunciado que “o conjunto de projetos de lei PL 3.877/2020, PL 9.248/2017, PLP 19/2019 e PLP 112/2019 tratam da transferência de dinheiro do orçamento público SEM LIMITE para bancos, como temos explicado nos capítulos da novela Assalto aos Cofres Públicos”. (ACD, 16/11/20) E isso tem sido feito inclusive com a participação ativa de senadores de oposição.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas