Eleições fraudulentas
É preciso opor a essa manobra, da direita golpista e da frente ampla, uma enorme campanha pela anulação de todos os processos de Lula e pela sua candidatura em 2022
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Presidential candidates pose ahead of a televised debate in Rio de Janeiro, Brazil October 4, 2018. REUTERS/Ricardo Moraes
Candidatos a presidente legitimaram a fraude eleitoral de 2018, durante debate em 2018 | Ricardo Moraes | Reuters

A burguesia organizou as eleições municipais de 2020 para controlar o bolsonarismo, impulsionando os setores mais reacionários da direita golpista (do chamado “centrão”). Ao mesmo tempo, as eleições foram organizadas para derrotar a esquerda, sobretudo o Partido dos Trabalhadores (PT). O objetivo é aumentar o poder do bloco golpista e impedir que o ex-presidente Lula seja candidato a presidência em 2022.

Isto fica claro no fato das eleições terem como vitoriosos os setores mais reacionários da direita golpista, como DEM, PP e PSD. MDB e PSDB, partidos que lideraram o golpe de Estado de 2016, que mantiveram-se entre os cinco maiores.

Mas a manobra da burguesia não necessita apenas dos partidos da direita, que não têm voto e apoio popular. Para ter sucesso na vitória da direita golpista, a burguesia precisa que um amplo setor da esquerda reconheça e legitime o processo eleitoral. É por isso que ela impulsiona setores da esquerda (PSOL, PCdoB, alas direitistas do PT) e pseudo-democráticos (PDT, PSB, etc) que defendem a frente ampla – ou seja, a aliança com setores da direita golpista – sob o pretexto de combater Bolsonaro.

Provas não faltam. Nesta segunda (30), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), citou possíveis nomes que podem compor uma aliança de “centro” para as eleições de 2022. Em entrevista publicada na Folha/UOL, ele afirmou que “Doria, claro, Luciano Huck se aproximando, Ciro Gomes, sem dúvida, algum nome do PSB…”

No embalo de Maia, o abutre Ciro Gomes (PDT), ao ser questionado sobre uma declaração do presidente da Câmara, disse em entrevista a mesma Folha/UOL:

“Mais do que viável, acho necessária [essa aliança com a direita]… O que vou fazer, à luz do dia, na frente de todos, é tentar capturar um pedaço de centro-direita para uma ampla aliança na centro-esquerda.”

Mas depois de tudo o que fez nos últimos anos, numa clara campanha contra o PT – quem não lembra da famosa frase cunhada por seu irmão Cid Gomes e repetida insistentemente por ele (“o Lula tá preso, babaca!”) – e de ter em seguida fugido para Paris durante o 2º turno de 2018, ficou cada vez mais claro que Ciro Gomes não é um elemento da esquerda, mas sim da direita golpista. É neste sentido que a burguesia também precisa, para levar adiante a manobra, de elementos da esquerda, como Guilherme Boulos (PSOL).

A adesão de setores da esquerda (como PSOL e PCdoB) à frente ampla, expressa na campanha eleitoral em todo o País, é resultado disto. Seja na candidatura de Manuela D’ávila em Porto Alegre, seja na de Boulos em São Paulo, a imprensa burguesa teve uma relação cordial com esses setores da esquerda. Atitude que foi retribuída por uma campanha morna e sem enfrentamento com a direita golpista. Boulos e Manuela eram só amor. Enquanto isso a imprensa rasgava elogios, “Boulos novo Lula”, “Boulos grande liderança da esquerda”, “PSOL esquerda relevante”, etc.

Esta jogada casada entre a burguesia e a esquerda inflou essas candidaturas, como ficou claro em São Paulo. Se amanhã a burguesia numa eleição tratasse Boulos como tratou Jilmar Tatto (PT), ele não teria quase nenhum voto. O mesmo vale para Manuela D’Ávila, que como Boulos, só foi ao 2º turno devido aos votos do PT.

Como se não bastasse, parte dessa esquerda defensora da frente ampla, como é o caso do PCdoB, se aliou ao PSB em Recife (PE), junto com o PDT e partidos golpistas, fazendo uma campanha bolsonarista contra Marília Arraes (PT), “em defesa da família e contra a volta do PT”. Mas não parou por aí. Esse mesmo setor da esquerda apoiou Eduardo Paes (DEM) no Rio de Janeiro! Uma propaganda robusta dos partidos golpistas beneficiários da fraude eleitoral.

Toda essa operação foi para tirar os votos do PT e colocar o maior partido de esquerda do País a reboque de partidos ultra-minoritários da esquerda, como o PSOL. Isso mostra que caso a esquerda não tenha um candidato forte, como Lula, a burguesia facilmente irá capturar os votos da esquerda e de Lula para levar a população a votar num candidato da direita golpista, apoiado pela frente ampla.

Logo, trata-se de uma manobra para tirar o PT das eleições de 2022. Fazer com que o eleitorado do Partido vote no PSDB, no DEM e no MDB, como salvação da pátria diante do bolsonarismo. O que é uma loucura total, pois o eleitorado popular em geral não vai votar nesses partidos. Na realidade vai ficar órfão e suscetível à extrema direita bolsonarista. Dado que pode ser comprovado no enorme número de votos brancos, nulos e abstenções por todo o País (40% só em São Paulo).

Portanto, é preciso denunciar essa manobra da direita golpista e da frente ampla e opor a ela uma enorme campanha em defesa dos direitos democráticos de Lula e do povo brasileiro, pela anulação de todos os seus processos e pela sua candidatura em 2022, a única que pode agrupar um amplo movimento da população e dos trabalhadores em geral, que seja capaz de levar a derrota do golpe de Estado de 2016, da fraude eleitoral de 2018 e de 2020.

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