Não a perseguição imperialista
Jornalistas britânicos se posicionam a favor de Julian Assange e contra o processo fraudulento orquestrado pelo imperialismo
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Manifestação pela liberdade de Julian Assange | Foto: Reprodução

Em pesquisa feita pelo site de notícias britânico Press Gazette, 6 de 10 leitores da revista digital se mostraram a favor de uma intervenção do governo do Reino Unido nos processos farsescos e arbitrários de extradição de Julian Assange, proprietário do site WikiLeaks, para os Estados Unidos. Dos 655 consultados, cerca de 58% responderam positivamente à pergunta “O Governo do Reino Unido deveria intervir para impedir o processo de extradição de Julian Assange?”. Um ponto importante com relação a esta enquete é o fato de a maior parte dos leitores do Press Gazette ser composta de jornalistas e outros profissionais da área de comunicação, que seguem com muita atenção o caso do ativista australiano. Para estes profissionais dos meios de comunicação, a prisão e possível extradição de Assange abriria um precedente para a criminalização de jornalistas que publicaram informações confidenciais que sejam de interesse público, sendo um duro golpe na liberdade de expressão e de imprensa. Devido à relevância mundial do caso Assange, tal precedente antidemocrático seria de dimensões internacionais.

Tudo indica que o futuro de Assange seja sua extradição, se depender das instituições da burguesia britânica. O jornalista já sofre abusos e é torturado na prisão de segurança máxima de Belmarsh, mostrando o caráter ditatorial do imperialismo, que sempre faz demagogia com a palavra “democracia”. Em denúncia feita no Twitter, Stella Moris, esposa de Assange, afirma que seu marido é acordado todos os dias às 5 horas da manhã, é algemado e posto numa cela para ser exposto a raio-x. A radiação, embora seja utilizada para exames médicos, é danosa à saúde humana quando a pessoa é exposta a ela frequentemente e sem os devidos equipamentos de proteção. Ainda na denúncia, Moris diz que, quando levado ao tribunal, Assange é transportado durante uma hora e meia encerrado no que aparenta ser um caixão vertical dentro de um furgão claustrofóbico. Dentro do tribunal, ele é aprisionado numa cela com paredes de cristal situada aos fundos do prédio, impedindo-o de consultar adequadamente seus advogados.

As audiências sobre a extradição de Assange para os Estados Unidos começaram no dia 7 de setembro em Londres. A justiça estadunidense considera que as ações de Julian Assange são uma das maiores infiltrações de informação classificada da história do país.

Fundado em 2006 por Julian Assange, o site WikiLeaks se tornou famoso por vazar documentos e informações confidenciais de Estados e empresas de caráter sensível e relevante para o conhecimento público. Em 2010, Julian Assange e seu site ganham repercussão mundial ao publicarem documentos mostrando os crimes cometidos pelo imperialismo estadunidense no Iraque, no Afeganistão e na prisão de Guantánamo, em Cuba. A partir daí, deu-se início a caçada e perseguição imperialista contra o ativista australiano.

Como já é de costume, o imperialismo inventa acusações das mais absurdas e mentirosas para derrotar seus opositores e aqueles que são um obstáculo para seus interesses, e com Assange não foi diferente, sendo acusado pela justiça da Suécia de ter estuprado e agredido uma mulher no país. Embora o caso tenha sido arquivado, o imperialismo britânico, como sócio do imperialismo estadunidense, se dispôs a participar da caçada ao ativista. Para evitar a prisão, Julian Assange se exilou na embaixada do Equador em Londres em 2012, ficando sob tutela do então presidente Rafael Correa. Todavia, as coisas começam a mudar desfavoravelmente para Assange a partir de 2017. Nesse ano, Lenin Moreno assume o poder no pais sulamericano por meio de uma manobra golpista na eleiçao. Eleito como representante de seu antecessor, Moreno logo rompe com Rafael Correa e sua politica nacionalista-burguesa e abraça os interesses do imperialismo. Assim, em 2019 o presidente equatoriano literalmente entrega de presente Julian Assange para a policia britânica, expulsando-o da Embaixada na capital londrina.

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