VAR, inimigo do futebol
A maior paixão esportiva mundial se encontra em risco no Brasil pelas constantes interrupções e decisões sem critério mudando os resultados das partidas ao bel prazer do VAR
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O VAR só é bom deste jeito. Desligado e sem ninguém na sala | Rodrigo Corsi FPF/ Site Flick
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O VAR só é bom deste jeito. Desligado e sem ninguém na sala | Rodrigo Corsi FPF/ Site Flick

Com dois anos de utilização no campeonato brasileiro, está mais do que claro que a função do árbitro de vídeo, o famoso VAR, não é reduzir os erros de arbitragem e sim destruir o futebol como paixão mundial por meio de decisões arbitrárias, confusas e suspeitas, beirando a uma grotesca manipulação dos resultados por quem esta na cabine do VAR e por quem determina quem deve estar no seu controle que só faz afastar os amantes de futebol principalmente a classe trabalhadora. Sem contar a total quebra do ritmo de disputa que as várias interrupções para verificação ou checagem provocam.

No campeonato atual o site do ge.com fez um levantamento dos clubes mais favorecidos e dos mais prejudicados pelas verificações do VAR. Assim o Atlético-GO estaria em primeiro lugar por 10 decisões favoráveis e 4 decisões desfavoráveis, logo um saldo positivo de 6, o Athletico-PR fica na segunda posição com 9 favoráveis e 5 desfavoráveis, saldo positivo de 4 e Internacional e Palmeiras estão na terceira posição com saldo de três sendo que o time gaúcho teve 9 decisões ao seu favor e seis contra e o finalista da Copa Libertadores teve 8 para o seu lado e cinco contra.

Em relação aos mais prejudicados o Time da Colina, Vasco da Gama, fica com este destaque negativo por possuir um saldo de oito decisões contrárias, somente quatro vezes o VAR decidiu ao seu favor, seguem o Sport com 10 decisões desfavoráveis e somente 4 positivas. Vale lembrar que este levantamento não verifica o quanto as decisões do VAR influenciaram nos resultados. Mas em termos de reflexão, enquanto Palmeiras e Internacional continuam na disputa pelo titulo tanto Vasco e Sport estão lutando para não ir para a série B.

A crise no futebol provocada pelo VAR igualmente se revela tanto nas fortes declarações dos jogadores que não aceitam estas arbitrariedades como a expressa pelo zagueiro do Ceará Tiago Pagnussat que no seu Instagram declarou “Pessoal despreparado a frente do VAR”, indignado por um pênalti para o Bragantino marcado pelo VAR nos acréscimos na partida disputado entre os dois clubes no ultimo domingo.  O jogo acabou 2 a 1 para o time paulista.

Ainda que não seja uma posição dominante nos comentaristas esportivos das emissoras controladas pela burguesia que consideram um avanço da modernidade e dizem que é o futuro e lembram que as principais ligas estadunidenses o utilizam em profusão, algum comentarista já expõe o seu repúdio a esta ferramenta da manipulação esportiva. Este é o caso do jornalista Cacalo Silveira Martins do Diário Gaúcho que em 11 de janeiro anunciou os árbitros e o VAR decidirão o campeonato brasileiro, principalmente pelas decisões absurdas segundo ele como o pênalti marcado contra Palmeiras no jogo contra o Sport e desmarcado após consulta do árbitro ao VAR. O jogador do Palmeiras estava com o braço aberto e a bola bateu no seu braço, pênalti claro menos para quem estava no VAR. Ainda que inúmeros pênaltis tenha sido marcados e mantidos durante a competição.

O jornalista lembra que para piorar não se tem acesso as conversas entre os árbitros, são decisões secretas. Além disso, o articulista destaca a falta de critérios e ao mesmo tempo, uma criação de critérios de acordo com a vontade de quem esta no VAR e de quem esta em campo com o apito na boca. Ele faz a seguinte pergunta fechando o seu artigo. “Até quando estaremos sujeitos a tantos desmandos e poderosos erros de arbitragens, sem que haja a mínima tentativa de correção”.  Bem camarada para superar a crise de credibilidade provocada pelo emprego do VAR não é possível usar meias medidas. A única solução efetiva é a sua extinção de modo que o jogo volte ao controle de quem está em campo e não seja submetido a misteriosas interferências  externas.

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