Pária mundial
A política de terra arrasada dos golpistas de extrema direita está conduzindo o país ao isolamento e à rejeição junto à comunidade internacional
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Bolsonaro e Salles
Os organismos internacionais não querem o Brasil sentado à mesa dos grandes temas mundiais | Foto: Reprodução

A política obscurantista e reacionária do governo golpista de extrema direita vem conduzindo o país para o mais completo e total precipício, um calamitoso abismo social. No que diz respeito à política internacional a posição do Brasil nos fóruns internacionais (direitos humanos, questão climática, situação sanitária, etc.) é de total isolamento. Os organismos internacionais vêm tecendo duras críticas à forma como o país vem conduzindo suas políticas nos grandes temas e pautas mundiais.

Uma temática que vem merecendo as mais contundentes críticas das agências internacionais  diz respeito ao problema do clima e do meio ambiente. A ausência de uma política eficaz e consequente no enfrentamento à devastação ambiental e a inépcia e negligência em relação à preservação dos recursos naturais do país vem sendo a marca oficial do governo Bolsonaro, desde quando assumiu, em janeiro de 2019.
Essa conduta tem causado enormes prejuízos ao país, sobretudo porque o Brasil vem sendo excluído de importantes eventos internacionais. Como represália a este tratamento negligente,  a ONU alijou o Brasil de uma cúpula mundial que se reúne neste final de semana para tratar de mudanças climáticas.

A decisão representa mais um duro golpe e uma das piores derrotas diplomáticas do governo do presidente fraudulento Jair Bolsonaro, cuja conduta atinente aos grandes temas do momento é repudiada por toda a comunidade científica internacional. O evento do qual o Brasil está excluído é a cúpula da “Climate Ambition Summit”. “O critério definido para a escolha foram os chefes de Estado que apresentaram metas ambiciosas para cumprirem o compromisso de zerar as emissões de carbono até a metade do século 21, previsto no Acordo de Paris” (Portal IG, 11/12).

Nas Américas, Uruguai, Argentina, Colômbia, Peru, Belize, Cuba, Costa Rica, Equador, Jamaica, Guatemala, Honduras, Panamá e Canadá ganharam uma cadeira no palco virtual do evento, que dessa vez será realizado em formato virtual em função da pandemia mundial do coronavírus.

A rejeição ao governo brasileiro em um dos mais importantes eventos internacionais sobre mudanças climáticas acontece logo após o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciar a nova meta climática do Brasil no Acordo de Paris, “que prevê a emissão de 400 milhões de toneladas de gases do efeito estufa a mais do que o previsto na meta original, de acordo com uma análise do Observatório do Clima, rede de 56 organizações da sociedade civil”.

O golpe de Estado de 2016 abriu caminho para os maiores e mais brutais ataques da burguesia, da extrema direita e do imperialismo aos interesses do país, em todos os terrenos, em todas as esferas da vida social. A derrota do golpe é tarefa que deve ser posta na ordem do dia, não através de medidas e ações na esfera institucional, mas como resultado da luta social de massas no país, na mobilização popular, operária, sindical e estudantil.

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