Miséria e desemprego
O desemprego bateu recorde no Brasil nesse último mês de setembro. A pandemia agravou profundamente a crise econômica e a tendência é que os ataques contra o povo se intensifiquem
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Fila de desempregados no Mutirão pelo Emprego no Vale do Anhangabaú, em 2019 | Imagem: Willian Moreira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Pesquisa realizada pelo IBGE e divulgada na última sexta-feira (16) revela que o número de desempregados no Brasil bateu novo recorde, chegando a mais de 14 milhões. Isso equivale a 14,4% da força de trabalho nacional. Os números são os mais altos desde o começo da pandemia de coronavírus. A pesquisa também revela que entre maio e setembro, o aumento no número de desempregados chegou a 4,1 milhões. Isso equivale a uma alta de 43% nos últimos 5 meses. 

No entanto, esses números não levam em consideração aquelas pessoas que atualmente estão trabalhando na informalidade ou sub-empregadas. São cerca de 28,4 milhões de pessoas nesta situação, que geralmente é muito precária e não configura exatamente um emprego. Além disso, o número de pessoas “desocupadas” no país – ou seja, que declaram não estar procurando emprego ou tentando trabalhar no momento – é de 73 milhões de pessoas. 

Se somarmos todos esses números, temos um cenário de mais ou menos 115,4 milhões de pessoas sem emprego no país, levando em conta desempregados, desocupados e trabalhadores informais. É equivalente a mais da metade da população do país. Este cenário de crise sem precedentes é agravado pela crise sanitária em que o país se encontra e para a qual não há nenhuma perspectiva de melhora em um período próximo.

Somado a isso, está o fato de que haverá o vencimento de uma parte da dívida pública do País no início do ano que vem, no valor de R$643 bilhões. É mais do que o dobro da média dos últimos cinco anos e vai ultrapassar 100% do PIB nacional. Isso significa que o governo irá cortar mais investimentos em políticas sociais e mais demissões também, o que vai piorar ainda mais o atual cenário de desemprego e miséria. 

O povo brasileiro está, portanto, em uma situação de desemprego e de crise econômica e social nunca vista antes no país. O resultado da política do governo golpista impulsionada pelo imperialismo e pela crise capitalista no País se prova cada vez mais desastrosa, e o caminho deve ser apontado pelo partido revolucionário para que haja um perspectiva de luta contra o desemprego e a miséria da classe trabalhadora.

A proposta defendida pelo Partido da Causa Operária para o desemprego e que consta, inclusive, em seu programa eleitoral tem como base a diminuição da jornada de trabalho para 35 horas semanais, sem a redução dos salários. Além disso, deve-se aumentar os turnos de trabalho e as demissões devem ser proibidas. Os trabalhadores precisam ocupar as fábricas contra as demissões. Além disso deve-se lutar pela revogação de toda a legislação contra os direitos trabalhistas aprovada nos governos Temer e Bolsonaro. Isso sem falar que todos os trabalhadores afastados durante a pandemia devem ter a garantia de seus vencimentos integrais.

Essas reivindicações só serão conquistadas com a luta e a organização da classe trabalhadora. Apenas a mobilização contra o governo golpista poderá fazer com que os ataques contra a população retrocedam e se possa impor uma derrota contra a direita e a extrema-direita, que procuram fazer com que a classe trabalhadora pague pela crise terminal do capitalismo

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