Concentração de renda
A desigualdade brasileira continua a ocupar os primeiros lugares no ranking mundial. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou
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Pobreza | Alex Marduk

A desigualdade brasileira continua a ocupar os primeiros lugares no ranking mundial. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou nesta quinta-feira (12) que o país é o nono mais desigual do mundo, usando dados do Banco Mundial. O Brasil está pior inclusive que Botsuana. O mais desigual é a África do Sul, e a Bélgica é o mais igualitário.

O Índice de Gini, que mede a concentração de renda e quanto mais perto de um, pior a distribuição, ficou em 0,543 em 2019, pelos dados da Síntese dos Indicadores Sociais, uma leve queda em relação a 2018. Em 2012, esse mesmo índice era de 0,540. Com recuo, ele foi a 0,523 em 2015, mas a recessão entre 2015 e 2016 e a recuperação seguinte mais forte para a camada mais rica da população pioraram a distribuição de renda no Brasil.

O Índice de Gini, que mede a concentração de renda e quanto mais perto de um, pior a distribuição, ficou em 0,543 em 2019, pelos dados da Síntese dos Indicadores Sociais, uma leve queda em relação a 2018. Em 2012, esse mesmo índice era de 0,540. Com recuo, ele foi a 0,523 em 2015, mas a recessão entre 2015 e 2016 e a recuperação seguinte mais forte para a camada mais rica da população pioraram a distribuição de renda no Brasil.

Outra maneira de se olhar a desigualdade é quanto cada faixa de renda se apropria dos recursos totais. “Em uma primeira vista nos dados, chama atenção, mais uma vez, a pouca variação da estrutura da desigualdade brasileira refletida pela distribuição muito desigual dos rendimentos entre as pessoas ao longo dos anos”, diz o texto da pesquisa.

Segundo a Síntese, os 10% mais pobres, “embora mantendo uma parcela em torno de 1% do total, perderam 17,5% de participação de 2012 a 2019”. Entre os mais ricos, não houve alteração. Os 10% que têm mais renda continuam se apropriando da mesma parcela de recursos: em 2012, concentravam 43% da renda. Em 2019, 43,1%. No Sudeste e no Nordeste, houve até aumento dessa participação nesses anos.

O governo golpista nada faz e nada fará para reduzir o desemprego e melhorar a renda dos trabalhadores. Sua política é a de controle social pela fome e pela violência, quer seja ela imposta pelo aparato repressor do Estado, quer por meio do controle direto das milícias de extrema-direita. Os capitalistas acreditam que essa política de controle e contenção dos trabalhadores produzirá uma situação de salários cada vez menores, menos custos derivados dos direitos trabalhistas que estão sendo tirados e assim terão mais lucros.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad-Covid) do IBGE aponta que a taxa de desemprego subiu de 13,6% em agosto para 14% em setembro. A maior da série histórica.

E olha que essa estatística do IBGE é muito subestimada. Ela acaba não considerando milhões de trabalhadores em suas pesquisas. Isto porque só considera desempregada a pessoa que está procurando emprego no período da pesquisa. Se a pessoa não procurou emprego naquela semana, por qualquer motivo, ela não é considerada desempregada. Também não considera as pessoas que tiveram contratos suspensos e redução de salários.

As pessoas que estão fora do mercado de trabalho ultrapassam a marca de 75 milhões de trabalhadores em condições de trabalho. Segundo o IBGE, dessas pessoas, 26 milhões informam que gostariam de trabalhar mas não foram à busca de emprego. Desse contingente, 16,3 milhões não foram procurar emprego por causa da pandemia.

Como mostrou a matéria publicada pela CUT, segundo Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), não dá qualquer indicativo de recuperação do mercado de trabalho, ele “afirma que os dados do IBGE mostram uma continuidade na deterioração do mercado de trabalho.”

É uma política que pode dar certo se os trabalhadores não se revoltarem, se os desempregados e os que estão sendo violentamente excluídos não se mobilizarem. Nesses momentos cresce em importância a capacidade de mobilização dos trabalhadores, a formação da consciência de classe e a organização política.

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