Trabalho escravo
Com cortes realizados pelo governo Bolsonaro nas áreas que atendem aos trabalhadores, como na questão da vigilância a direitos trabalhistas, a escravidão volta a aumentar no Brasil
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Trabalho escravo - auditor fiscal
A prática do sequestro e do trabalho escravo aumentam no Brasil sob Bolsonaro | Arquivo DCO

A escravidão não acabou com a lei Áurea, ela perdura no Brasil, até os dias de hoje, ainda mais alastrada pela política fascista e patronal de Jair Bolsonaro. Tal situação é o retrato claro dos cortes de investimentos do governo escravagista que do orçamento de 2020, apenas R$ 26 milhões de R$ 1,4 trilhão das despesas previstas foram destinados para operações de inspeção de segurança e saúde no trabalho, combate ao trabalho escravo e verificações de obrigações trabalhistas. Em relação ao orçamento de 2019 uma queda de 63%, cerca de R$ 70,4 milhões.

Com toda esta política de isenção da fiscalização e da defesa de direitos trabalhistas pelo governo golpista os casos de escravização no país aumentam. Esta semana em SC uma das poucas operações de fiscalização resgatou nove pessoas da escravidão em uma plantação de cebolas, em Ituporanga, interior de Santa Catarina.

Contratados sob as promessas de três meses de serviço bom e despesas pagas divulgadas por um carro de som nas ruas de Timbiras, no Maranhão, cada um dos 46 trabalhadores pagou R$ 50 a um intermediador e viajaram seis dias e 3.345 quilômetros para a cidade catarinense de Vale do Itajaí, onde fazendeiros os esperavam.

De acordo com o auditor fiscal do trabalho Cláudio Sechin: “Sem saber, pagaram para entrar no ônibus e serem explorados”. Os trabalhadores resgatados diziam revoltados aos fiscais a frase que um dois fazendeiros citou quando da chegada deles a Santa Catarina, “Eu quero os meus dez que comprei.”

De acordo com os trabalhadores as despesas da viagem e alimentação foram usadas para desconto no salário dos trabalhadores, o que é proibido por lei. Além disso, receberam a promessa de ganhar R$ 6,00 por cada mil mudas de cebola plantadas. As condições eram péssimas, dormiam no chão, em casas com goteira e no frio do inverno catarinense de 2° acima de zero, sem cobertas sequer para sua proteção.

Dos nove trabalhadores negros resgatados, nenhum fazia parte do grupo do fazendeiro citado acima, que continuam desaparecidos sendo escravizados em alguma fazenda de Santa Catarina. Nenhum dos trabalhadores possuía registro em carteira.

A notícia do resgate que se espalhou pela cidade fez com que os criminosos fazendeiros ordenassem que todos saíssem das lavouras, mantendo os mesmos escondidos. Alguns dias antes, outros 18 trabalhadores trazidos do Ceará, com o mesmo golpe foram resgatados também de uma plantação de cebola na mesma Ituporanranga.

A operação da fiscalização obrigou o pagamento dos salários e verbas rescisórias, que somaram cerca de R$ 90 mil. O escravagista bancou o retorno dos cinco de Timbiras de volta ao Maranhão. Eles devem receber três parcelas de seguro-desemprego aos quais os resgatados têm direito.

O resgate de trabalhadores têm sido maior no campo, nas fazendas de gado, soja, algodão, café, frutas, erva-mate, cebolas, batatas, na derrubada de mata nativa, mas também se dá em vários outras áreas como na produção de carvão para apara a siderurgia, na construção civil, em oficinas de costura, em bordeis, entre outras atividades. Com o golpe de Estado, Bolsonaro quer implementar, com os cortes citados acima, a volta de um estado escravagista no país.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas