Sem Cultura
Governo bolsonarista extinguem de vez a secretaria da cultura
Regina
A última secretária da Cultura, Regina Duarte | Diário Centro do Mundo

A política fascista para a cultura no Brasil é a mesma desde o início do governo de Jair Bolsonaro, a de extinção de qualquer estímulo ao desenvolvimento da cultura nacional. Assim foi logo após a posse fascista no palácio do planalto com a extinção do Ministério da Cultura, no ano de 2019 o que já iniciou uma forte antipatia entre grande parte da classe artística e o governo fraudulento eleito pelo golpe.

Imediatamente, o governo procurou impor uma censura ameaçando a livre expressão de artistas que desde a campanha do golpe eram assediados pela direita com a retórica do fim da Lei Rouanett, assim como agressões que não se via desde a chamada redemocratização. Impondo com tudo isso um ataque a própria indústria audiovisual, que vinha registrando crescimentos sucessivos ao mesmo tempo em que mais filmes do cinema nacional participavam dos principais festivais do mundo o que decretou uma série de paralisações e cancelamentos de prêmios e patrocínios.

O fim do ministério da Cultura, teve em seu lugar a secretaria da cultura, que já foi um ataque em si contra os artistas do país. Um caso recente foi o do fascista Roberto Alvim exonerado um dia após vídeo, onde o mesmo fazia uma alusão direta a Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler durante o governo nazista em seu discurso. Assim como Goebbels havia afirmado em meados do século XX que a “arte alemã da próxima década será heroica” e “imperativa”, Alvim afirmou que a “arte brasileira da próxima década será heroica” e “imperativa”. Com a imensa repercussão negativa, Bolsonaro apesar de concordar em gênero, número e grau com a afirmação o exonerou.

Para ocupar seu lugar a escolhida foi a atriz direitista Regina Duarte. Apesar de seu apoio ao governo Bolsonaro, logo de cara ela teve negada suas indicações para a pasta. Duarte não tinha apoio entre os pares da classe artística e foi criticada quando relativizou a tortura e minimizou mortes ocorridas durante a ditadura militar. Entre essas crises, permaneceu finalmente menos de 50 dias a frente da pasta e alegando questões familiares pediu exoneração do cargo no último dia 20 de maio.

Com mais uma demonstração de que a Cultura, além de outras várias áreas do conhecimento humano, não tem nenhuma importância para os direitistas no poder, lá se vão 12 dias e nada se fala sobre um novo fascista a frente da pasta. O interessante é que o cargo é tão irrelevante,  mais do que isso, o cargo é inimigo da cultura, que simplesmente não faz diferença ter ou não ter secretario, para os bolsonaristas.

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