Na OEA
Brasil apoia possibilidade de intervenção militar na Venezuela
Representantes do ilegítimo Guaidó na entidade golpista querem convocação de tratado e intervenção militar para derrubar Maduro
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Na OEA
Brasil apoia possibilidade de intervenção militar na Venezuela
Representantes do ilegítimo Guaidó na entidade golpista querem convocação de tratado e intervenção militar para derrubar Maduro
Ernesto Araújo, ministro do Exterior, é um capacho dos EUA. Foto: Departamento de Estado dos EUA
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Ernesto Araújo, ministro do Exterior, é um capacho dos EUA. Foto: Departamento de Estado dos EUA

Da redação – Em encontro realizado hoje (11) na Organização dos Estados Americanos (OEA), 12 dos 19 países participantes votaram a favor da moção para aprovar a convocação do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), a fim de atuar em relação à crise provocada pelo imperialismo na Venezuela.

O TIAR estabelece a defesa mútua entre os países-membros caso haja ataques externos.

O pedido foi feito pelos representantes ilegítimos de Juan Guaidó na OEA. O órgão, criado pelos EUA para controlar os países latino-americanos, há anos tem sido um instrumento fundamental na desestabilização do governo chavista na Venezuela. Por isso, no início do ano o presidente legítimo Nicolás Maduro anunciou a saída oficial do Estado venezuelano da entidade, que reconhece ilegalmente Guaidó como presidente da República.

A reunião foi apoiada pelos EUA (que, na verdade, são os grandes artífices desses planos), a Colômbia e o Brasil – principais capachos de Washington na crise venezuelana.

A Costa Rica propôs uma emenda enfatizando que que consulta deveria discutir apenas a “restauração pacífica da democracia na Venezuela”, recusando categoricamente o “emprego da força armada”. Entretanto, o Brasil votou contra essa emenda, demonstrando o total capachismo em relação ao imperialismo por parte do Itamaraty e dos bolsonaristas.

A Venezuela deixou o TIAR em 2012 e Guaidó não tem qualquer legitimidade para decidir qualquer coisa em nome do país. Trata-se de mais uma frente de ataque e ameaças claras à soberania do povo venezuelano, incluindo ameaça de invasão, em um cenário no qual volta a campanha desestabilizadora contra o governo Maduro por parte da Colômbia e do imperialismo.

É preciso garantir que a mobilização dos trabalhadores em âmbito internacional leve a um movimento que impeça os ataques imperialistas contra a Venezuela. Fora imperialismo da Venezuela! Fora imperialismo da América Latina!