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Centenas de milhares de trabalhadores de todas as partes do país estão realizando manifestações em quase todos os estados do país, nesta segunda-feira, dia 19 de fevereiro. É o dia nacional de mobilização e luta convocado pela CUT e demais entidades do movimento sindical, popular e estudantil para protestar contra o projeto de reforma da previdência, o maior ataque dos golpistas contra os direitos e as conquistas dos trabalhadores.

A gigantesca pressão exercida pelo movimento de massas através das campanhas, dos atos e das mobilizações ao longo dos últimos meses levou o governo golpista à lona, fazendo com que Temer e o Congresso Nacional recuassem da intenção de colocar o projeto em votação.

Diante da certeza de que não teria o número de votos necessários para aprovar a Emenda Constitucional, o Planalto simplesmente desistiu de colocar o projeto em votação, diante da derrota iminente, o que agravaria ainda mais a crise e o isolamento do governo que ostenta índices recordes de rejeição e impopularidade.

Desde as primeiras horas da manhã estão ocorrendo manifestações em vários estados, com bloqueio de rodovias, paralisações do transporte público e greves em diversas categorias.

Na região Norte foram registrados protestos no Acre, Amazonas e também no Pará. Em Rio Branco, capital acreana, os protestos se concentraram no principal terminal rodoviários urbano da cidade, onde militantes e ativistas realizaram panfletagem denunciando a reforma da previdência.

Em Manaus os protestos foram mais intensos na Zona Industrial e na Suframa (Zona Franca) onde os trabalhadores se concentraram para conversar com a população sob os prejuízos da reforma da previdência para os trabalhadores.

Em Belém, houve paralisação com fechamento do acesso na Universidade Federal do Pará. Também houve bloqueio de rodovias no interior do Estado.

Na região nordeste os protestos ocorreram em cidades do Estado de Alagoas, como na capital Maceió, União dos Palmares e Teotônio Vilela. No interior do estado houve bloqueio de estradas pelo movimento de camponeses sem terra.

Na Bahia e no Ceará também foram registrados protestos envolvendo trabalhadores. Em Tabuleiro do Norte-CE, um grupo fechou a rodovia BR-116. Em Itapipoca, interior do Estado, a Frente Brasil Popular ocupou duas rádios locais. Na Bahia, em Salvador, houve bloqueio da Av. ACM, uma das mais importantes da capital, paralisando totalmente o trânsito. Os rodoviários fizeram paralisação por duas horas, iniciando logo nas primeiras horas o movimento. Houve paralisações e protestos também em Recife, capital pernambucana.

Na região Sudeste, no Espírito Santo, a capital Vitória registrou protestos na Av. Princesa Isabel, desde as primeiras horas da manhã. A Praça Oito, no Centro, foi o local de concentração de onde os participantes seguiram em direção à Av. Beira-Mar. No Rio de Janeiro houve paralisações na capital e nas cidades de Casimiro de Abreu, Macaé, Campos, Niterói e outras. Manifestantes interromperam o tráfego na importante BR-101, congestionando o tráfego na região. Na capital mineira e no interior do estado também houve protestos. Em Juiz de Fora houve concentração na praça central, onde partidos e entidades realizaram um ato contra a reforma da previdência.

Os protestos maiores e mais representativos ocorreram em São Paulo, na capital e cidades vizinhas à capital paulista. Também em várias cidades do interior foram registrados protestos, como Sorocaba, Bauru, Paulínia, Campinas e na região do Vale do Paraíba.

Três cidades da Região Metropolitana da capital amanheceram sem ônibus. Em Guarulhos, manifestantes fizeram bloqueio em um trecho da rodovia Presidente Dutra. Professores da rede municipal de ensino paralisaram suas atividades em adesão ao movimento de luta contra a reforma da previdência. Várias escolas ficaram sem aulas.

Na região Sul foram registrados movimentos de protesto no Paraná (Guarapuava e Arapongas) Rio Grande do Sul e também Santa Catarina. Houve protestos em várias cidades gaúchas com intensa mobilização. Trabalhadores ocuparam o Aeroporto Salgado Filho, na capital. Em Florianópolis e interior também foram registrados movimentos de protesto.

Na região Centro-Oeste houve paralisações e protestos em Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e também Goiás. Na capital goiana os manifestantes concentraram-se no prédio do INSS. Em Cuiabá houve concentração e ato em frente ao INSS. Em Campo Grande ocorreram manifestações na Av. principal da cidade.

Em Brasília, os protestos e atos estão marcados para o final da tarde, onde haverá concentração com ato no Museu da República. No final de semana houve atividade de concentração no aeroporto internacional, com grande adesão de manifestantes.

Não pode haver qualquer dúvida que a vitória parcial dos trabalhadores na luta contra o projeto de reforma da previdência foi fruto da resistência e da mobilização e não de discursos feitos da tribuna do congresso. A derrota e o sepultamento definitivo do famigerado projeto também deverá ser o resultado das mobilizações de massas que tomaram conta do país no último período.

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