Demissões nos bancários
A funcionária do Bradesco havia sido demitida mesmo estando em tratamento médico e com o acordo de não demitir enquanto durar a pandemia
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Bradesco | Foto: Reprodução

A justiça do trabalho de Porto Alegre (RS) acatou liminar do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) para a readmissão de uma funcionária do Bradesco que havia sido demitida, mesmo estando em tratamento médico. Os banqueiros golpistas do Bradesco, ao demitir a funcionária, além de passar por cima de uma lei trabalhista que inibe demissões quando o trabalhador se encontra em tratamento, ignorou olimpicamente o acordo com as direções sindicais em não demitir enquanto durar a pandemia do coronavírus.

Na esteira da política dos banqueiros em aumentar os seus lucros às custas da miséria do trabalhador, os bancos estão aprofundando a ofensiva reacionária contra a categoria e, uma das medidas dos banqueiros é justamente a demissão em massa.

O Bradesco, conforme declaração do seu próprio presidente, Octavio de Lazari, pretende fechar até o começo do ano que vem 1,1 mil agências, sendo que dessa quantidade 683 já foram fechadas ou incorporadas este ano; com essas mudanças o banco jogou no olho da rua cerca de 4 mil trabalhadores, números esses que devem chegar aos 7 mil até o final de janeiro, segundo Lazari.

Os banqueiros, mesmo com acordo firmados com as organizações dos trabalhadores em não dispensar durante a pandemia, cerca de 15 mil bancários foram demitidos em plena pandemia.

Essa imensa quantidade de demissões na categoria bancária não deixa dúvida que os banqueiros ditam as regras e, para eles acordos com a categoria só serve para ser quebrado, e lei, para que lei, se são os banqueiros que ditam a política econômica no planeta Terra, além de ter um profundo controle sobre as instituições do Estado.

É claro que a classe trabalhadora deve utilizar de todos os recursos disponíveis para lutar contra as arbitrariedades dos patrões, mas como se pode constatar o número de casos que tem ganho de causa na justiça em favor de um ou outro trabalhador em comparação à enxurrada de demissões de bancários é como se fosse brincadeira de criança.

Nesse sentido, a única forma efetiva de barrar os ataques dos banqueiros é através de uma gigantesca mobilização de toda a categoria que, além das demissões vem sofrendo com todo o tipo de arbitrariedade: arrocho salarial, descomissionamento, assédio moral, etc.

As organizações dos trabalhadores bancários devem chamar, imediatamente, uma plenária nacional de toda a categoria com o objetivo de organizar a luta para barrar a ofensiva reacionária dos banqueiros e seus governos.

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