Demissão nos bancos
Bradesco anuncia demissão sem susta causa de trabalhadores com o objetivo de terem os seus lucros aumentado
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Bradesco | Foto: Reprodução

Conforme este Diário sistematicamente vem denunciando, as direções das organizações de luta dos trabalhadores bancários, com o pretexto de que não era possível fazer mobilizações, assembleias, atos presenciais na campanha salarial da categoria, no mês de setembro, abriram mão da luta tradicional da classe trabalhadora e realizaram apenas movimentos virtuais.

A “campanha” salarial no final das contas ficou reduzida em defesa da manutenção de direitos, que os banqueiros tentam a todo o custo retirar; as demais reivindicações, como reajuste das perdas salariais, roubados pelos banqueiros, aumento real e a estabilidade no emprego, embora constassem na pauta de reivindicações não passaram de mera formalidades. Sempre afirmamos que se não houvesse uma verdadeira luta dos trabalhadores, os banqueiros, e seus governos, partiriam para um maior ataque contra os bancários, assim que terminasse a campanha salarial.

Mal assinado o acordo coletivo dos bancários, os banqueiros partiram para uma novo ofensiva reacionária contra os trabalhadores através da demissão em massa. Banco Itaú, Safra começaram a onda das demissões, passando pelos banco públicos, Banco do Nordeste e Banrisul (Banco do estado do Rio Grande do Sul) que recentemente divulgara a abertura dos famigerados Planos de Demissões “Voluntária”.

Agora chegou a vez do Bradesco que, no último dia 28 de setembro, divulgou um comunicado de “Concessão de Benefício Adicional no Desligamento”, um nome doce para dá um pé na bunda dos bancários.

Para demostrar que os banqueiros golpistas do Bradesco ficam de coração partido quando jogam no olho da rua os trabalhadores, irão “conceder” a garantia por seis meses os planos de saúde e odontológicos para aqueles que forem comunicados de sua demissão sem justa causa. Cinicamente, a direção do banco, em seu comunicado aos funcionários, cita o “compromisso”do Bradesco em “apoiar e adotar medidas de enfrentamento à pandemia” e a “adoção do princípio de valorização de pessoas”. É ou não é de cortar o coração de tanta sensibilidade!?

Toda essas demissão vem acontecendo justamente num momento de pandemia que, inclusive, os banqueiros se comprometeram publicamente em não demitir enquanto durasse. O Brasil chegou – pela primeira vez em sua história – a uma situação em que há mais pessoas sem ocupação do que ocupadas. Bateu o recorde de desempregados com um índice que não aparece nas estatísticas sociais porque estas registram como desocupados apenas as pessoas que “procuraram por emprego no último mês” quando é evidente que milhões de pessoas estão até mesmo impossibilitadas de procurar por vagas que não existem. Com a atual política fascista dos banqueiros de demissão em massa dos bancários irá aumentar ainda mais esses números.

É necessário organizar, imediatamente, pelas organizações de luta dos trabalhadores uma gigantesca mobilização contra a política de demissões na categoria que, visa única e exclusivamente encher os bolsos dos banqueiros sanguessugas, verdadeiros parasitas  dos trabalhadores e de toda a população.

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