Eleições 2020
Candidato do PSOL propõe manter aparato repressivo, com um novo currículo
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Guardas municipais | arquivo

Nas últimas campanhas eleitorais na mesma medida em que cresce a violência policial tem aumentado a demagogia reacionária da direita em torno de campanhas para aumentar as penas e incrementar os contingentes repressivos.  Um fato relevante que serve para ilustrar essa tendência é o aumento do número de candidatos do aparato policial nas eleições

Os partidos de esquerda estão profundamente adaptados essa política global da direita em favor do aumento da repressão, inclusive não somente reproduz essa campanha por mais “segurança”, com até mesmo tem lançados candidatos polícias para surfar na onda reacionária.

O “fenômeno eleitoral”, segundo a insuspeita revista Veja, Guilherme Boulos indagado pela imprensa sobre a qual a política que ele e seu partido, PSOL defende em relação á segurança pública, e mais especificamente sobre a polícia, como é de se esperar procurou ao mesmo tempo sair pela tangente para não ser visto como favorável a “criminalidade”, como a direita procura apresentar quem não defende o massacre do povo pela polícia, mas ao mesmo tempo que reforçou um apelo genérico ou melhor vazio por uma “ polícia antirracista”.

Na próxima sexta-feita, Boulos irá participar de uma reunião com os representantes da Guarda Civil Municipal (GCM), e já anunciou que a sua principal proposta é a realização de reforma no currículo preparatório dos ingressos na Guarda Municipal na cidade de São Paulo. Não se trata de forma alguma de acabar com mais um aparato repressivo, mas de dar aulinhas sobre direitos humanos, o que inclui uma “atitude antirracista”. Assim, segundo o candidato do PSOL

“Os profissionais da GCM – atuais e novos, que serão contratados – receberão capacitação para inibir a violência contra mulher, combater o racismo e a lgbtfobia”

No momento em que a temática da violência, e em especial do aumento da violência policial, não somente da polícia ostensiva como a PM, mas também da polícia civil e mesmo ds GCM, como é fartamente comprovada pela ação da Guarda Municipal com os moradores de rua e no trato com os ambulantes e camelos, o candidato do PSOL não se contrapõe à violência dos agentes da ” segurança pública”.

Nunca é demais lembrar que a Guarda Municipal produziu cenas pavorosas na sua ação contra o povo, em episódios como a desocupação da Cracolândia no centro de São Paulo, em ataques contra moradores de rua em pleno inverno com jatos de água fria, além de perseguição e violência com camelôs e os trabalhadores sem teto, com bem sabe o candidato apoiado pelo MTST.

A própria existência de todo aparato repressivo, como a PM precisa ser simplesmente desmantelado, por isso é importante a campanha pela dissolução da PM, mas também é preciso desmontar a GCM, que funciona como uma força policial na prática, como força auxiliar na repressão.

Neste sentido, a defesa de que é possível modificar a ação da GCM com uma “mudança curricular” na formação dos membros da Guarda Municipal não chega a ser nem mesmo uma política de reforma, sendo tão somente uma maneira para manter mais esse aparato. Sem falar que é uma proposta completamente inócua, uma prova disso é  que em diversos estados da federação, em que o governo é da esquerda reformista, em especial no Nordeste, como na Bahia, Pernambuco, Ceará, essa proposta já foi aplicada em cursos preparatórios para a PM, os resultados foi o aumento da demagogia e a intensificação das mortes de inocentes pela máquina de guerra contra o povo.

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