Fora o imperialismo do Brasil!
Respondendo a Covas, Boulos atacou Cuba e Venezuela sinalizando ao imperialismo que é uma figura de confiança e deixando claro à classe operária que é um cavalo de Tróia
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Boulos candidato do PSOL à prefeitura de SP devido a manobra da burguesia para retirar o PT | Foto: Reprodução
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Boulos candidato do PSOL à prefeitura de SP devido a manobra da burguesia para retirar o PT | Foto: Reprodução

O candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, líder das manifestações pró golpe “Não vai ter copa” e articulador da desmobilização das manifestações fora Bolsonaro em 2020, quando pressionado pelo golpista Covas declarou que “não tenho como modelo nem Cuba, nem Venezuela. Para mim não é modelo de democracia” . Não é possível subestimar a seriedade desta afirmação, o que acontece é que o imperialismo por meio do PSDB testou se Boulos seria simpático aqueles que de fato lutam contra o imperialismo, como o regime cubano, Maduro ou Lula, e o candidato do PSOL acenou que não, isto é, confirmou que é submisso aos bancos internacionais.

É importante destacar que a defesa de regimes nacionalistas e socialistas que de fato lutam contra o imperialismo como é o caso de Venezuela e Cuba é um dos principais fatores que delimita se alguém ou alguma organização política é confiável ou não para a burguesia. Assim o PT, principalmente sua ala esquerda lulista, defende estes países. A presidenta do PT Gleisi Hoffman por exemplo foi a posse de Maduro na Venezuela em 2019, por sua vez Maduro e o governo cubano ambos defenderam a liberdade de Lula mostrando uma real aliança destes países latino americanos contra o imperialismo que visa destruí-los completamente jogando sua população na miséria absoluta e na fome para manter os lucros dos empresários, que é o que vem acontecendo após o golpe de Estado de 2016.

Por outro lado, setores direitistas da esquerda, os mesmos que aderiram à frente ampla, e a pseudo esquerda brasileira como o PDT adotam a postura de Boulos de atacar a Venezuela repetindo a gigantesca campanha de calúnias feita pela imprensa burguesa contra esses países (importante lembrar que a soma de mortes por Covid de ambos é literalmente centenas de vezes menor que a do Brasil). Assim a direita do PT adere a essa política de submissão como por exemplo Haddad que atacou Gleisi por ter visitado a posso do presidente democraticamente eleito da Venezuela, o mesmo foi feito por setores do PSOL.

Na direita os ataques a Cuba e a Venezuela são generalizados, o representante mais importante da pseudo esquerda, Ciro Gomes, também realizou os mesmos ataques a Gleisi, enquanto isso seus apoiadores atacam constantemente o regime de Maduro. Esses setores da esquerda e a direita ao realizar esses ataques na realidade estão aderindo a campanha internacional do imperialismo que visa derrubar Maduro e todo o regime bolivariano iniciado por Hugo Chavez, saquear completamente os poços de petróleo (maiores do mundo) e lançar a população à miséria aos moldes do que foi feito no Brasil em 2016.

É importante destacar que dificilmente aqueles que apoiam a política golpista em outros países da América Latina não iriam apoiar a continuidade do regime golpista no Brasil. O PSTU por exemplo é o caso claro de apoiar abertamente o golpe contra a presidenta Dilma e também o golpe contra Maduro, semelhante à corrente de Luciana Genro do PSOL.

O caso de Boulos como sempre é mais obscuro e portanto mais danoso a luta dos explorados. Ele desde 2014 participou do movimento golpista no Brasil por meio da campanha do “Não vai ter copa” e sua coluna na Folha de SP, dividiu a frente de luta contra o golpe criando a sua própria frente “Povo sem medo”, lançou candidatura própria ao invés de apoiar Lula em 2018, não lutou pela liberdade de Lula e em 2020 ativamente desmobilizou as manifestações das torcidas organizadas em São Paulo que visavam derrubar Bolsonaro. Esta claro que Boulos manteve um constante apoio ao golpe e ao regime golpista e isso fica ainda mais evidente quando ele não defende Venezuela e Cuba e portanto apoia os golpes nestes outros países da América Latina.

Também é evidente que a burguesia brasileira considera Boulos e o PSOL de confiança por todo o apoio que receberam pela imprensa burguesa e por outros setores dessa classe social. Folha de São Paulo, Veja, Globo, Estadão, Felipe Neto, Paulo Kogos, Janaina Paschoal, Sergio Moro, etc, a lista é extensa e deixa claro que Boulos é um candidato de confiança da burguesia e por isso esta sendo usada numa manobra para atacar o PT e Lula e assim garantir a manutenção do regime golpista de destruição nacional. Agora além de se mostrar de confiança para a burguesia brasileira Boulos acena diretamente ao imperialismo não defendendo Cuba e Venezuela usando a propaganda clássica da “democracia”, ou seja, que são “ditaduras esquerdistas” que não devem ser defendidas.

De uma lado existe a esquerda atacada pelo imperialismo e toda a burguesia nacional, essa esquerda se agrupa em torna da figura de Lula e compõe a base do PT, do MST, o PCO e diversos movimentos populares em todo o Brasil que querem derrubar Bolsonaro e todo o regime golpista. De outro lado existe essa esquerda que entra na frente ampla ficando completamente a reboque da burguesia golpista, e Boulos é uma peça chave desta frente.

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