Boulos fala até de reinventar governabilidade mas nada de golpe

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O candidato presidenciável do PSOL, Guilherme Boulos, conhecido pelos que lutam contra o golpe e pela liberdade de Lula como ´´candidato abutre“, participou a poucos minutos do debate com outros candidatos presidenciais na XX Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais e mais uma vez deixou claro que é um oportunista de marca maior.

Boulos começou sua fala agradecendo o debate de alto nível, que contou com golpista Henrique Meirelles (PSD), o golpista Álvaro Dias (PODEMOS), o funcionário dos capitalista Ciro Gomes (PDT) e a falsa socialista Manuela Dávilla que junto ao pesolista fecharam o grupo dos três abutres que lutam pelos espólios de Lula que está preso sem provas em meio ao golpe de Estado. Podemos imaginar então o ´´alto nível“ que se deu no debate!

Continuando, o abutre diz que vivemos uma crise que não é apenas econômica e política, mas é ética, e segundo o ´candidato do solzinho`, de forma candente – pasmem! – que o problema do país é uma crise de representação. Isso mesmo, não é um golpe de Estado – pois Dilma Rousseff nessas horas já está longe do horizonte desses oportunistas -, que está destruindo nossa economia, matando trabalhadores no campo e na cidade, jogando milhões na miséria, destruindo direitos e roubando aposentadoria, e ameaçando a todos com um golpe militar. Não, nada disso! O que precisamos é de um candidato que vai ao debate com golpistas e não fala de golpe, pois esse sim vai resolver os problemas do país e, quiça, do mundo.

Ainda segundo o abutre, essa crise de representatividade, significa o esgotamento do sistema político, onde, supostamente ele seria o salvador que derrotaria o golpe da direita imperialista indo a atos, debates e falando manso no microfone. Pois fato é, que oportunistas desse nível, adoram discursar, mas passam sempre longe da palavra golpe, mesmo sendo uma realidade latente e com golpistas no debate. Fala, fala, fala e nunca fala o que precisa ser dito, e o que também evidencia que não é um marxista num partido que não é socialista.

E por que estamos gastando nosso precioso tempo para frisar esses pontos do debate ? Pois é preciso deixar muito bem claro para os trabalhadores que acompanham esse diário operário, sério e consequente com a luta de classes, que os esquerdistas ficam dando voltas e mais voltas para não entrar no enfrentamento com golpistas, passando pelos números da economia na Ditadura Militar, ou dizendo que há um ´´distanciamento dos eleitores e eleitos“, ou ´viajando na maionese` falando que o povo deve participar de plebiscitos constantes, sobre os temas mais urgentes, tudo enquanto a direita atira na caravana de Lula e no acampamento ´´Lula Livre“ e um golpista como Meirelles leva uma passada de pano sem tomar uma porrada desses esquerdistas em todo debate.

O ´´grande candidato dos esquerdistas“, que sabe muito do PIB e da História do Brasil, diz que o problema do país é que temos que deixar de ser um ´´Robin Hood“ao contrário. É isso que precisamos! Não  derrota do golpe nas ruas, mas sim um plebicito do povo pra escolher sobre a economia do país enquanto o povo vive numa jovem democracia que não foi consolidada por culpa da elite – como o mesmo disse, se contradizendo.

O que faltou o abutre nos dizer, é: como pretende fazer todas essas promessas vazias acontecerem sem base popular, sem base parlamentar, e, novamente, em meio a um golpe de Estado de uma direita que cada vez mais avança sobre todos os direitos dos trabalhadores?

Lembrando também, que o PT, mesmo com o voto de dezenas de milhares de trabalhadores, com uma base social de milhões, organizada em movimentos sociais e a quarenta anos, sofreu um golpe sem provas, de uma quadrilha que está organizada no Congresso em diversas bancadas fascistas, da bala, evangélica, ruralista e etc.

Esse debate, onde os ditos candidatos de esquerda – como também Manuela D`ávilla – participam junto a golpistas sem denunciar o golpe, apenas serve para explicitar o que a imprensa do  Partido da Causa Operária vem denunciando diariamente. Boulos faz propostas que não pode entregar , não luta contra o golpe e assim enfia a faca nas costas de Lula – que tanto diz que defende – sendo um verdadeiro vendedor de ilusões para o povo. Não existe uma política séria de enfrentamento ao golpe em seu programa ou sequer para uma ampla mobilização para tal, não há como governar por meio das instituições burguesas que são propriamente quem governa o país, ou seja, Guilherme´Bobos` acredita que ganhando as eleições seu pomposo programa será atendido de prontidão.

Nesse momento, ir diretamente às eleições, ou seja, virar a página do golpe – e principalmente não se colocar na dianteira da luta pela liberdade de Lula- é abertamente um posicionamento oportunista. Quando Boulos, diz que o Brasil tem que traçar seu próprio caminho, não deve ser o qual propõe, esse caminho só pode ser um: a luta contra o golpe, sem oportunismos.

Link do vídeo de Bolos no debate com pré-candidatos à presidência da República direto do encontro golpista chamado:

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