Socialismo?
Boulos defendeu, em sabatina do Estadão, o candidato a vereador de Duque de Caxias, Wesley Teixeira, que recebeu dinheiro de Armínio Fraga e outros banqueiros para sua campanha
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
boulos
Boulos em debate presidencial | Foto: Reprodução

Em uma recente sabatina feita por entrevistadores do jornal Estadão e publicada no Youtube, o candidato do PSOL a prefeito de São Paulo, Guilherme Boulos, voltou a defender o candidato Wesley Teixeira, também do PSOL, no caso das doações recebidas por ele e que vieram de figuras ligadas a banqueiros como o economista e ex-ministro de FHC, Armínio Fraga, o banqueiro João Moreira Salles, também do herdeiro do Banco Itaú e outros nomes. 

Wesley é candidato a vereador de Duque de Caxias pelo PSOL e seu nome ganhou reconhecimento nacional quando as doações dos banqueiros foram reveladas. Naquele momento, uma parte grande do partido se rebelou contra a situação e exigiu que houvesse alguma punição contra Wesley. Inclusive, o próprio PCB que estava apoiando Wesley, retirou seu apoio quando a história veio à tona, mas manteve o apoio ao PSOL em outras cidades. No entanto, as figuras mais proeminentes do partido defenderam o candidato. Marcelo Freixo, exímio defensor da frente ampla chegou a ameaçar sair do PSOL caso Wesley tivesse que devolver a doação ou sofresse alguma punição.

Em entrevista à Fórum, Boulos já havia se posicionado favorável às doações recebidas por seu colega de partido. Ele falou, porém, que o problema das doações seria o “simbolismo” que o nome de Armínio Fraga carrega, por ele ter sido ministro de FHC. Por conta desse “simbolismo” ele não teria aceitado a doação. Talvez se fosse um capitalista menos conhecido ou com menor “carga simbólica”, estaria tudo bem aceitar.

Na sabatina do Estadão, Boulos mantém esse posicionamento. Ele diz, inclusive, que o assunto dentro do PSOL “já estaria resolvido” e reforça seu apoio ao candidato a vereador. No vídeo, fica claro que a resposta do candidato a prefeito de São Paulo agradou grandemente os entrevistadores do Estadão, que o tempo todo procuraram provocá-lo a dizer que, caso eleito, dialogaria com setores da direita e da burguesia.

A posição de Boulos e do PSOL demonstram o caráter de sua própria candidatura, que não é nada diferente da candidatura de Wesley Teixeira. Ambos são candidatos que ficaram a reboque da burguesia, por terem recebido financiamento dela e que irão, no fim das contas, defender os seus interesses e não os da classe trabalhadora. O PSOL, sendo um partido pequeno-burguês, serve melhor aos golpistas e à direita para suas finalidades de procurar criar uma frente ampla que possa colocar a esquerda a serviço dos candidatos da direita tradicional.

Nesse sentido, todo o discurso superficial de Boulos sobre “socialismo” vai por água abaixo. Um candidato que defendesse verdadeiramente o socialismo e a luta da classe operária jamais se aliaria com banqueiros e a burguesia a troco de um mandato que representa somente uma chance de ascensão social para o pequeno-burguês.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas