Boulos dá depressão: em meio ao golpe, PSOL faz campanha como se tudo estivesse normal

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Há pouco mais que cem dias, milhares de trabalhadores impediram, durante 24 horas, que a Polícia Federal prendesse o ex-presidente Lula. Um mês depois, militantes de todo o país se deslocaram até Curitiba para realizar o primeiro de maio unificado pela liberdade de Lula. Nesse momento, centenas de pessoas estão se inscrevendo na Conferência Nacional de Luta Contra o Golpe. A tendência à mobilização dos trabalhadores é evidente; no entanto, Guilherme Boulos e o PSOL resolveram ignorar.
A candidatura Boulos-PSOL já deixou bem claro para que veio: ajudar a encobrir a fraude que são as eleições que a direita quer realizar sem Lula, para dar uma falas aparência legal ao regime nascido do golpe de estado e agir para enfraquecer a luta contra o golpe. Tal qual um verdadeiro abutre, Boulos sequer se dá ao trabalho de denunciar a prisão do ex-presidente Lula em sua campanha, muito menos o golpe de Estado dado contra Dilma Rousseff.A campanha de Boulos é completamente estranha ao Brasil – na verdade, é estranha a qualquer país atrasado da face da terra. Pode-se dizer, sem qualquer exagero, que a candidatura Boulos-PSOL foi inscrita na galáxia errada – afinal, suas propostas não fazem sentido em qualquer planeta conhecido. Ao ignorar que o Brasil sofreu um golpe de Estado, que caminha no sentido de uma ditadura militar, Boulos faz parecer que tudo é possível – bastaria, portanto, “boas propostas” e  “boa vontade”.

Boulos promete que vai realizar uma reforma agrária no Brasil. No entanto, ele não fala em expropriar o latifúndio, da necessidade da autodefesa dos camponeses pobres, da necessária luta contra os “senhores da terra”. Brinca de propor mudanças quando o governo atual e o próximo se depender da direita e das eleições fraudulentas que ela pretende realizar, terá junto de si um parlamento completamente corrompido pelos fazendeiros – é óbvio que o parlamento estaria nas mãos da direita, uma vez que ela é quem controla as eleições e Boulos não tem a menor intenção em mobilizar os trabalhadores contra a burguesia.

Esse é apenas um dos tantos exemplos de como é a campanha de Boulos. Promessas vazias de mais emprego, “mais democracia” e mais moradia ao mesmo tempo em que garante que não irá “demonizar o empresariado”.